2ª edição do concurso de imagens do Instituto Nacional de Engenharia de Superfícies: você está convidado a participar.

06/05/2015
Este é o calendário que foi confeccionado com as imagens vencedoras da 1ª edição do prêmio.

Este é o calendário que foi confeccionado com as imagens vencedoras da 1ª edição do prêmio.

Em 2013, nosso Instituto confeccionou e distribuiu um lindo calendário de mesa, referente a 2014, ilustrado com as imagens vencedoras de um concurso de imagens de superfícies organizado por nós. Agora estamos repetindo essa boa experiência.

A 2ª edição do nosso concurso de imagens está com inscrições abertas até 1º de junho. As imagens selecionadas vão compor um calendário de 2016, que será distribuído em eventos que contem com participação ou organização do Instituto.

A inscrição é muito simples e é aberta a qualquer pessoa maior de 18 anos com residência no Brasil. Os autores principais das imagens selecionadas vão ganhar divulgação de seus nomes, de suas imagens e dos trabalhos associados a elas. Além disso, vão receber um certificado e um prêmio (um vale-presente de uma livraria) e vão contribuir com a divulgação da ciência por meio de imagens.

Você está convidado a participar!

Veja mais informações e inscreva imagens de sua autoria aqui: http://engenhariadesuperficies.com.br/premiocalendario/

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Imagem 3D do mês de julho: minientrevista com o autor.

17/07/2014

tanaka_3DA página de julho do calendário do Instituto Nacional de Engenharia de Superfícies convida o usuário a colocar os óculos 3D para melhor visualizar a imagem do mês. A imagem mostra, com um aumento aproximado de mil vezes, uma superfície de aço galvanizado, ou seja, revestido por uma fina camada de zinco, que apresenta um ponto de corrosão. A amostra de aço zincado foi retirada de uma bomba de combustível de carro, e a corrosão ocorreu após expor a bomba a etanol durante 300 horas.

A imagem foi obtida em um microscópio eletrônico de varredura (MEV) do Laboratório de Fenômenos de Superfície (LFS) da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (EPUSP), participante do Instituto Nacional de Engenharia de Superfícies. Para obter o efeito tridimensional, o autor compôs uma imagem do tipo anáglifo a partir de duas imagens bidimensionais, usando o programa StereoPhoto Maker v. 4.36 da Masuji Suto @ David Sykes 2002-2010.

O autor da imagem é o professor titular da EPUSP Deniol Katsuki Tanaka, 67 anos. Doutorado em Engenharia Metalúrgica pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (EPUSP), Tanaka fez mestrado em Ciências pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e graduação em Engenharia Mecânica pela Faculdade de Engenharia de Guaratinguetá da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (FEG-UNESP). Realizou pós-doutorado nos Estados Unidos, na Johns Hopkins University. Tanaka já foi docente da FEG-UNESP, da Faculdade de Engenharia Química de Lorena (FAENQUIL) da USP e do Instituto Mauá de Tecnologia. Foi também pesquisador do Instituto de Pesquisa Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT) e pesquisador visitante nos Estados Unidos, no National Institute for Standards and Technology (NIST) e no National Sinchrotron Light Source do Brookhaven National Laboratory. Tem ampla experiência no estudo da corrosão e do desgaste.

Entrevista com o autor.

1. Comente o contexto em que foi realizada a imagem. 

Esta fotografia foi feita 2005 com um dos corpos de prova da Dissertação (Desgaste e corrosão de bombas de combustível com misturas de álcool e gasohol) de Mestrado do aluno Eng Mecânico,. M Eng, Fernando Fusco Rovai (orientado do Prof. Amilton Sinatora) no Departamento de Engenhara Mecânica da Poli. Como na dissertação não tinha espaço para apresentar a foto, ficou esquecida na minha gaveta. Tomando conhecimento do concurso de fotografia do INES, lembrei da foto e resolvi inscrever, e tive a sorte de ser um dos selecionados.

2. De que maneira a técnica de 3D é uma ferramenta importante para o pesquisador, particularmente no caso desta imagem?

Registrar fotograficamente superfícies que apresentam texturas não é fácil. Nem sempre os contrastes produzidos por efeito de luz e sombra conseguem descrever com precisão e, em alguns casos, só é possível com a utilização da técnica 3D.

3. Fale-nos um pouco sobre as imagens 3D e a Engenharia de Superfícies. Em que medida a técnica é utilizada no mundo?

Como disse, registrar fotograficamente superfícies que apresentam textura ou irregularidades superficiais, como em desgaste e corrosão, não é trivial. Requer conhecimento de técnicas fotográficas, particularmente de iluminação, sensibilidade, profundidade de foco, contraste, entre outros, e mais do que isso, a fotografia pode criar ilusão de óptica, transformando relevo em cavidade e vice-versa. A fotografia 3D elimina esta ilusão e inequivocamente consegue registrar a superfície.

Infelizmente é uma técnica utilizada por poucos, talvez pelo desconhecimento.

É uma técnica apaixonante, depois de dominar a técnica, que não é difícil, fazer fotografia 2D fica sem graça, sem sal. Eu faço fotos de aniversários dos meus netos em 3D e todos ficam deslumbrados..

4. Gostaria de agradecer alguém que tenha ajudado na realização da imagem vencedora?

Sim, ao Fernando Rovai e ao Prof. Amilton Sinatora por não terem utilizado a foto na Dissertação e nem nos trabalhos publicados decorrentes do Mestrado, deixando para mim esta oportunidade de divulgar a foto e ter ganho o prêmio.

5. Fique à vontade para outros comentários, curiosidades etc.

É uma técnica apaixonante e muitos dos meus alunos que fizeram o curso de documentação fotográfica compraram câmera fotográfica 3D.

Estou a disposição para qualquer informação. Aliás a fotografia 3D faz parte do programa da Disciplina Análise de Falha que dou na Escola Politécnica, no curso de graduação em Engenharia Mecânica.

Meu e-mail é dktanaka@usp.br


Imagem dos mês de fevereiro: minientrevista com o autor.

20/03/2014

[Nota da editora do blog: Pedimos desculpas pelo atraso em publicar esta matéria no blog. Ela já estava disponível no site do Instituto Nacional de Engenharia de Superfícies, mas, ao percebermos que alguns leitores acompanham nosso conteúdo apenas por aqui, decidimos disponibilizá-la também neste canal]

Maurício de Albuquerque Sortica, 38 anos, é o autor da imagem que ilustra a página do mês de fevereiro no calendário do Instituto Nacional de Engenharia de Superfícies. Formado em Física pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) na graduação, mestrado e doutorado, atualmente está na França fazendo pós-doutorado no Institut des Nanotechnologies de LyonInstitut National des Sciences Appliquées de Lyon (INL-INSA Lyon).

ImagemA imagem foi captada com uma câmera fotográfica Nikon D700, com um tempo de exposição de 10 segundos, na sala de fotoluminescência do Laboratório de Implantação Iônica, laboratório em que Maurício desenvolveu a maior parte de seus trabalhos de mestrado e doutorado sob orientação do professor Pedro Grande. A fotografia mostra a emissão de luz de duas amostras de 1,5 x 1,0 cm, aproximadamente, com pontos quânticos (quantum dots) de seleneto de cádmio e sulfeto de zinco (CdSe/ZnS) depositados sobre a superfície de cristais de silício. Os pontos quânticos são cristais semicondutores de apenas alguns nanometros (nm) que apresentam fotoluminescência, emitindo luz após receberem um estímulo.

Na foto de Maurício, um laser de 266 nm com 1 mW de potência foi usado para excitar os pontos quânticos. A amostra da esquerda, de cor mais avermelhada, contém os quantum dots originais, que consistem em cristais de CdSe com diâmetros de 5,2 nm, recobertos por uma camada de 1,5 nm de CdZnS. A amostra da direita, mais amarela, é igual, mas passou por um tratamento térmico por 5 minutos a 450 °C.

Minientrevista com o autor

1. Apresente-se brevemente a nossos leitores comentando de que maneira você atua e/ou atuou na área de Engenharia de Superfícies.

Desde 2009 tenho trabalhado com modificação e caracterização de materiais por feixes de íons, voltados à nanotecnologia. Minha principal contribuição na área foi a otimização da técnica de espectroscopia de espalhamento de íons de médias energias (MEIS) para a caracterização e perfilometria de nanomateriais. Atualmente trabalho na pesquisa da formação de nanocristais de InAs em silício por implantação e rapid thermal annealing (RTA), num projeto CAPES-COFECUB de colaboração científica entre o IF-UFRGS e o INL-INSA de Lyon.

http://scitation.aip.org/content/aip/journal/jap/106/11/10.1063/1.3266139

http://scitation.aip.org/content/aip/journal/apl/101/2/10.1063/1.4734686

http://www.slideshare.net/Engenharia.de.Superficies/livro-eletrnico-engenharia-de-superfcies (página 65)

2. Conte-nos um pouco sobre o contexto em que foi gerada a imagem.

A imagem faz parte do meu projeto de doutorado, Caracterização estrutural de nanocristais compostos via espalhamento de íons de alta resolução. Uma das técnicas utilizadas para a caracterização das amostras é a espectroscopia de fotoluminescência (PL).

3. Vá um pouco além da descrição fornecida na legenda da imagem e explique brevemente o que a imagem mostra e informações correlatas ou curiosidades que considere interessantes.

O grande interesse no uso de pontos quânticos, é que a sua emissão óptica depende fortemente do diâmetro do nanocristal. Por isso, a espectroscopia de fotoluminescência é usada para determinar os tamanhos dos nanocristais. Como esses nanocristais emitem luz no espectro visível, era possível ver a coloração avermelhada na superfície da amostra, ao incidir o laser UV. Incidindo o laser na amostra tratada por 5 minutos, observamos a mudança na cor da emissão e isso mostrava a sensibilidade das nossas amostras ao tratamento, antes mesmo de gravar o espectro. Por isso tivemos a idéia de fotografar a amostra para explicar de forma qualitativa a modificação na estrutura dos nanocristais na tese de doutorado.

4. Gostaria de agradecer alguém que tenha ajudado na realização da imagem vencedora?

Além de mim, 4 pessoas participaram da produção dessa imagem. O Prof. Dr. Agenor Hentz e o estudante de doutorado do PPG-FIS Masahiro Hatori, na realização da fotografia do experimento de PL e as estudantes de física da UFRGS Lais Gomes de Almeida e Vanessa Sobrosa Souza que participaram comigo na preparação das amostras, tratamentos térmicos e no experimento de fotoluminescência.

Para entrar em contato com Maurício: mau.sortica@yahoo.com.br


Resultados do Prêmio “Engenharia de Superfícies em imagens”.

09/08/2013

Saíram, no dia 1º de agosto, os resultados do  Prêmio “Engenharia de Superfícies em imagens”, o concurso que organizamos aqui no Instituto Nacional de Engenharia de Superfícies, com apoio do CNPq, para divulgar a Engenharia de Superfícies por meio de imagens, incentivar uma visão estética da ciência a promover a participação ampla da comunidade brasileira de Engenharia de Superfícies na divulgação desta área do conhecimento.

Queremos, em primeiro lugar, agradecer a participação de todos os inscritos, ligados a instituições dos estados de Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo. Esperamos que já se sintam parte da nossa comunidade de Engenharia de Superfícies e que participem das próximas iniciativas do nosso INCT!

Agora vamos às imagens vencedoras. Das 31 imagens recebidas, foram consideradas ganhadoras as 12 primeiras selecionadas de acordo com os critérios de impacto visual, contribuição à divulgação de C&T e originalidade. Elas vão ilustrar as páginas do calendário de 2014 do Instituto Nacional de Engenharia de Superfícies, que será distribuído gratuitamente em evento da área. Nossos parabéns especiais aos autores dessas imagens!

Seguem as vencedoras:

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MEV de óxido de ferro esférico formado por corrosão. Alain Laurent Marie Robin – Escola de Engenharia de Lorena/USP.

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Fotografia da fotoluminescência de QDs de CdSe/ZnS sobre silício. Maurício de Albuquerque Sortica – Instituto de Física/UFRGS.

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Fissuras em filme de carbeto de silício após tratamento térmico. Douglas Soares da Silva – Unicamp/IFGW.

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MEV de filme fino de titânio. Douglas Soares da Silva – Unicamp/IFGW.

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Imunofluorescência das células no filme de PS/PMMA 1:1 modificado. Adriana de Melo Gallindo Borges – UFSC.

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Fotomicrografia da superfície do polímero PLA recoberta por algas. Kauê Pelegrini – UCS.

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Foto 3D da superfície de aço zincado corroída pelo etanol. Deniol Katsuki Tanaka – Escola Politécnica da USP.

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Nanofio emergindo de nanopartículas metálicas. Douglas Soares da Silva – Unicamp/IFGW.

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Micrografia dos compósitos de PLA com fibra de buriti. Indianara Donazzolo – UCS.

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Micrografia de estrela formada por partícula de fosfato de cálcio (MEV). Rodney Marcelo do Nascimento – UFSC.

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MO de Ti-6Al-4V nitretado superficialmente com laser. Adriano Gonçalves dos Reis – ITA.

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Tela de aço inox coberta por nanotubos obtidos do bagaço de cana. Joner Oliveira Alves – USP.