Congressos em setembro

28/08/2009

Pessoal, temos dois congressos internacionais que serão realizados no Brasil se aproximando. Ambos contarão com a participação dos pesquisadores do Instituto. O primeiro (cronologicamente) é o:

10th International Workshop on Plasma-Based Ion Implantation & Deposition

(http://www.inpe.br/plasma/pbiid2009/)

7-11 Setembro/2009

A ser realizado em São José dos Campos – SP. Esse congresso já contou com edições nos EUA, Alemanha, França, China, Japão e Austrália e ocorre pela primeira vez no Brasil. O principal foco está em tecnologias de processamento baseadas em plasma, principalmente em engenharia de materiais, modificação superficial de materiais, dopagem de semicondutores e física de superfícies.

O segundo é o:

11th International Conference on Advanced Materials

(http://www.icam2009.com/index.php)

20-25 Setembro/2009

A ser realizado no Rio de Janeiro-RJ. Também ocorre pela primeira vez no Brasil, juntamente com o VIII Brazilian MRS Meeting. Esse congresso tem um foco mais geral em materiais, porém alguns simpósios são bem relacionados com o Instituto, tais como:

R: Protective Coating: Advanced Surface Engineering

B: Mechanical Properties of Materials at the Nanometer Length Scales

A: Advances on Nanocomposites: Synthesis and Applications

Fica com o convite para quiser participar e prestigiar as palestras. Eu mesmo estarei no ICAM2009 apresentando um trabalho. Nos vemos lá!

Abraços,

Gabriel

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Físicos na indústria

28/07/2009

Na edição deste mês da “Physics Today”, um artigo intitulado “Industrial R&D in transition” chamou bastante minha atenção.  Os autores R. Joseph Anderson and Orville R. Butler mostram um levantamento a respeito da colocação dos físicos no mercado de trabalho americano. Enquanto nos anos 70, metade dos físicos nos Estados Unidos estava no meio acadêmico, pouco mais de um terço estavam trabalhando na indústria. Esse número se inverteu nos anos 90, onde agora metade dos físicos está na indústria e um terço na academia, mostrando a grande importância da pesquisa de desenvolvimento dentro das indústrias.

Esse aumento no número de físicos na indústria tem um reflexo direto no volume de produtos com alto valor agregado fabricados naquele país, que sem dúvida leva a consideráveis aumentos no PBI. De fato, uma correlação entre o crescimento do PIB e da pesquisa em engenharia já foi sugerida.

Bom, e no Brasil? No Brasil, infelizmente a profissão de físico não é regulamentada, de modo que raramente as empresas têm físicos nos seus quadros funcionais. Além disso, a falta de política de pesquisa e desenvolvimento na grande maioria das empresas ajuda a perpetuar esse quadro. Sendo assim, a esmagadora maioria dos físicos no Brasil está na academia, e os que não estão, acabam batendo as asas para o exterior.

Um dos objetivos do INES é romper esse paradigma e atuar cooperativamente com diferentes setores produtivos do país, fazendo uma ponte entre a academia e o produto final. Mais ainda, é abrir novas perspectivas para a geração de tecnologias na área de engenharia de superfícies, que possam ser agregadas a produtos fabricados no Brasil. Com isso, podemos passar para um país com uma indústria verdadeiramente forte e competitiva, como já foi dito anteriormente nesse blog.

Por fim, fica a minha pergunta: Quando os físicos passaram a ser considerados profissionais de verdade no Brasil?

Abraços,

Gabriel