Motores flex-fuel, regulagem de motores e emissões

08/12/2009
No âmbito da discussão sobre os motores flex-fuel surgem outros temas bastante importantes. Um deles é o da baixíssima taxa de reciclagem dos automóveis no Brasil, cerca de 1%, e outro é que o impacto positivo dos motores flex é sentido apenas marginalmente uma vez que se dá pelo crescimento da frota e não pela conversão dos motores dos automóveis antigos.
De fato, apenas carros novos vão para o mercado com motores flex. Embora em 2007 e 2008 o crescimento da frota brasileira tenha sido de 6,1 e 6,7% respectivamente, números expressivos ante os 2,8 e 2,6% do biênio 2002 – 2003, a frota brasileira tem idade média elevada.  Carros com idades de 11 a 20 anos são 35% da frota e, certamente,  além de não serem flex, devem poluir mais.
A articulista Marli Olmos publicou no jornal Valor Econômico de 27 de novembro que a manutenção da frota pode resultar em 5% de redução do consumo de combustíveis e em 30% de redução nas emissões!
São números espetaculares que dependem apenas da manutenção dos veículos. Para isto a reportagem indica a obrigatoriedade e a regulamentação da inspeção veicular, pois, além de redução de emissões, espera-se a redução de mortes no trânsito.
O lado sombrio dessas considerações é que a consciência ambiental não se manisfestará sem a imposição de uma lei. Falar de meio ambiente limpo é mais fácil do que praticar meio ambiente limpo arcando com os custos. Por outro lado, é bom lembrar que a porção mais antiga da frota pertence à população de menor renda, para quem os carros velhos substituem os ônibus  lotados.
Não há consciência ambiental capaz de competir com necessidades básicas imediatas!
Amilton Sinatora
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Inovação, trabalhadores qualificados e o câmbio valorizado

10/11/2009
Inovação, trabalhadores qualificados e o câmbio valorizado
Questionar paradigmas é sempre saudável especialmente para pesquisadores. Em mais uma instigante matéria o professor Naércio Menenzes Filho mostrou na edição de 2 de outubro de 2009 do Jornal Valor Econômico, que o câmbio valorizado pode ter efeito positivo sobre a produtividade e o crescimento de nossas empresas.
No período recente de crescimento, interrompido pele crise do ano passado, as importaç?os brasileiras cresceram aceleradamente. Entretanto a que mais cresceu foi a de bens intermediários pois as empresas se aproveitaram do câmbio para diminuir curstos, aumentar a produção e, ao menos potencialmente, beneficiar o consumindor com menores preços
Em segundo lugar cresceram as importações de bens de capital, o que indica que as empresas estão incorporando novas tecnologias o que também deve causar diminuição no preço e aumento da produtividade.
Contrariando as notícias mais chamativas, os bens de consumo não apenas representam o menor valor das importações como na sua totalidade representam o item que teve na história recente, menor crescimento.
Publicações recentes respaldam estas considerações e o efeito positivo das importações, ou seja o, efeito positivo da competição entre empresas via importação. É importante saber que este efeito positivo existirá e será  tanto maior quanto mais próximas da fronteira tecnológica estiverem as empresas pois estas tem mais facilidade de inovar para competir. Isto só é possível com trabalhadores qualificados como os formados nos programas de pós graduação nos quais os pesquisdores do Instituto Nacional de Engenharia de Superfícies atuam.
Amilton Sinatora
Questionar paradigmas é sempre saudável, especialmente para pesquisadores.
Em mais uma instigante matéria, o professor Naércio Menenzes Filho mostrou na edição de 2 de outubro de 2009 do Jornal Valor Econômico que o câmbio valorizado pode ter efeito positivo sobre a produtividade e o crescimento de nossas empresas.
No período recente de crescimento, interrompido pele crise do ano passado, as importações brasileiras cresceram aceleradamente. Entretanto, a que mais cresceu foi a de bens intermediários, pois as empresas se aproveitaram do câmbio para diminuir custos, aumentar a produção e, ao menos potencialmente, beneficiar o consumidor com menores preços.
Em segundo lugar, cresceram as importações de bens de capital, o que indica que as empresas estão incorporando novas tecnologias – o que também deve causar diminuição no preço e aumento da produtividade.
Contrariando as notícias mais chamativas, os bens de consumo não apenas representam o menor valor das importações como, na sua totalidade, representam o item que teve, na história recente, menor crescimento.
Publicações recentes respaldam estas considerações e o efeito positivo das importações, ou seja o, efeito positivo da competição entre empresas via importação. É importante saber que este efeito positivo existirá e será  tanto maior quanto mais próximas da fronteira tecnológica estiverem as empresas, pois estas têm mais facilidade de inovar para competir. Isto só é possível com trabalhadores qualificados como os formados nos programas de pós-graduação nos quais os pesquisadores do Instituto Nacional de Engenharia de Superfícies atuam.
Amilton Sinatora

O defeito misterioso dos motores 1.0

27/10/2009
O ?defeito misterioso? dos motores 1.0
Sábado dia 24 de outubro talvez possa vir a ser o dia nacional da tribologia de motores.
O Jornal da Tarde estampa na capa “Defeito misterioso ameaça Volks com motor 1.0″ e expõem o que se sabe em uma página inteira do jornal. No Estado de São Paulo uma chamada de capa diz ?Motor do 1.0 está com defeito, adimite Volks”. Segue-se mais uma matéria de uma página.
São centenas de veículos com defeito, cerca de 300 segundo as reportagens.  Os veículos começam apresentando elevação de ruído, detecta-se diminuição no nível de óleo e, em decorrência, surgem problemas em diversos componentes. As reportagens informam que ocorreram substituições de cabeçotes e de motores inteiros.
Para os usuários obviamente tudo isto é aquela infeliz combinação de transtorno e mais despesas. Cabe lembrar que trocar o motor significa fazer toda a documentação do carro novamente.  As concessionárias estão assumindo estes custos mas o tempo e o aborrecimento não tem preço.
Para os tribologistas trata-se de mais uma oportunidade para enfrentar os desafios tribológicos destes motores flex. A montadora vai se pronunciar em dois ou três meses (final de dezembro ou final de janeiro de 2010).
Até lá só nos resta especular sobre dois caminhos. Há, de fato, um defeito misterioso que escapou aos rigorosos controles das produtoras de auto peças e das rigorosas análises da montadoras ou o que estamos assistindo é mais uma manifestação de uma tendência estrutural na evolução dos motores, o aumento da potência específica?
Se o problema for fruto da evolução dos motores devemos nos preparar para o que vai ocorrer com os demais motores 1.0, pois o uso do alcool potencializa, como já vimos os desafios tribológicos nos motores flex. (No site http://www.lfs.usp.br análises sobre o tema)
Amilton Sinatora

Sábado dia 24 de outubro talvez possa vir a ser o dia nacional da tribologia de motores.

O Jornal da Tarde estampa na capa “Defeito misterioso ameaça Volks com motor 1.0” e expõem o que se sabe em uma página inteira do jornal. No Estado de São Paulo uma chamada de capa diz “Motor do 1.0 está com defeito, adimite Volks”. Segue-se mais uma matéria de uma página.

São centenas de veículos com defeito, cerca de 300 segundo as reportagens.  Os veículos começam apresentando elevação de ruído, detecta-se diminuição no nível de óleo e, em decorrência, surgem problemas em diversos componentes. As reportagens informam que ocorreram substituições de cabeçotes e de motores inteiros.

Para os usuários obviamente tudo isto é aquela infeliz combinação de transtorno e mais despesas. Cabe lembrar que trocar o motor significa fazer toda a documentação do carro novamente.  As concessionárias estão assumindo estes custos mas o tempo e o aborrecimento não tem preço.

Para os tribologistas trata-se de mais uma oportunidade para enfrentar os desafios tribológicos destes motores flex. A montadora vai se pronunciar em dois ou três meses (final de dezembro ou final de janeiro de 2010).

Até lá só nos resta especular sobre dois caminhos. Há, de fato, um defeito misterioso que escapou aos rigorosos controles das produtoras de auto peças e das rigorosas análises da montadoras ou o que estamos assistindo é mais uma manifestação de uma tendência estrutural na evolução dos motores, o aumento da potência específica?

Se o problema for fruto da evolução dos motores devemos nos preparar para o que vai ocorrer com os demais motores 1.0, pois o uso do alcool potencializa, como já vimos os desafios tribológicos nos motores flex. (No site www.lfs.usp.br, análises sobre o tema)

Amilton Sinatora


Efeito do uso do álcool combustível nas válvulas dos motores

02/10/2009
Efeito do uso do álcool combustível nas válvulas dos motores.
Todos os que estudam tribologia, em especial os pesquisadores preocupados com tribologia de motores, precisam estudar na edição de setembro de 2009 da revista Quatro Rodas a matéria do jornalista Péricles Malheiro. Ele acompanhou a  desmontagem do motor do Punto ELX 1.4 da FIAT.
A reportagem trás resultados muito interessantes sobre o efeito do álcool nos componentes automotivos. Após 60 mil quilômetros a carroceria, os anéis sincronizados e a região de contato dos garfos seletores de marcha com as luvas estavam ?intactos? revelando a boa saúde do veículo nestes componentes que destacamos não entram em contato com o álcool combustível.
Os usuários havia detectado um aumento do consumo urbano e rodoviário que teve aumentos de 5,6 e 17,8 % , respectivamente. Uma análise do motor mostrou que a pressão nos quatro cilindros era de 196,6; 113,3; 180 e novamente, 180 psi, indicando que algo não estava bem nos cilindros 2, 3 e 4.
O estudo do motor mostrou que o cabeçote mostrava sinais de escorregamento de óleo pelas válvulas que chegou a contaminar a câmara de combustão e o cilindro 2 era o com dano mais intenso. A reportagem explica que este dano pode ter decorrido da perda de eficiência dos retentores que trabalham em contato com o lubrificante devido a desgaste ou uso de combustíveis adulterados.
Devido ao interesse nos motores a álcool por seu positivo impacto ambiental, esta reportagem mostra que se deve pesquisar o desgaste associado ao uso do álcool. Estes estudos ganham importância diante da eminente elevação da pressão específica dos motores, ou seja, a elevação das forças e das temperaturas nos motores para reduzir seu tamanho e seu consumo.
Amilton Sinatora 18-09-09

Todos os que estudam tribologia, em especial os pesquisadores preocupados com tribologia de motores, precisam estudar na edição de setembro de 2009 da revista Quatro Rodas a matéria do jornalista Péricles Malheiro. Ele acompanhou a  desmontagem do motor do Punto ELX 1.4 da FIAT.

A reportagem traz resultados muito interessantes sobre o efeito do álcool nos componentes automotivos. Após 60 mil quilômetros, a carroceria, os anéis sincronizados e a região de contato dos garfos seletores de marcha com as luvas estavam intactos revelando a boa saúde do veículo nestes componentes que, destacamos, não entram em contato com o álcool combustível.

Os usuários haviam detectado um aumento do consumo urbano e rodoviário de 5,6 e 17,8 % , respectivamente. Uma análise do motor mostrou que a pressão nos quatro cilindros era de 196,6; 113,3; 180 e novamente, 180 psi, indicando que algo não estava bem nos cilindros 2, 3 e 4.

O estudo do motor mostrou que o cabeçote tinha sinais de escorregamento de óleo pelas válvulas, chegando a contaminar a câmara de combustão, e o cilindro 2 era o que apresentava dano mais intenso. A reportagem explica que este dano pode ter decorrido da perda de eficiência dos retentores que trabalham em contato com o lubrificante devido a desgaste ou uso de combustíveis adulterados.

Devido ao interesse nos motores a álcool por seu baixo impacto ambiental, esta reportagem mostra que se deve pesquisar o desgaste associado ao uso do álcool. Estes estudos ganham importância diante da eminente elevação da pressão específica dos motores, ou seja, a elevação das forças e das temperaturas nos motores para reduzir seu tamanho e seu consumo.

Amilton Sinatora


Caxias e as 500 maiores empresas do Brasil

05/08/2009
Caxias e as 500 maiores empresas do Brasil.
Anualmente, a revista Exame publica a lista das 500 melhores e maiores empresas do país. Este ano a lista passou a ser das 1000 maiores e melhores analisando o ano de 2008.
Um trio representando cada um dos estados da região inicia a lista. A Bunge Alimentos (SC), a Vivo (PR) e a Refap (RS), empresas dos setores de bens de consumo, telecomunicações e petroquímica que faturaram em 2008 10,1; 8,8 e 5,9 bilhões de dólares, respectivamente.
Examinando a lista das 100 maiores do sul verificamos que 38 empresas são do Rio Grande do Sul. Nove destas empresas são do setor metal mecânico, área de atuação importante para o Instituto Nacional de Engenharia de Superfícies, o I.N.E.S.
O município de Caxias do Sul abriga quatro destas nove super empresas: A Marcopolo, a Randon, a Suspensys e a Agrale que ocupam os 29o, 34o, 53o e 71o lugar na lista das maires empresas do Sul do Brasil. A Marcopolo mantém a mesma posição de 2007 enquanto que as três outras avançaram. Mais importante, mantiveram-se rentáveis apesar dos resultados do segundo semestre de 2008 já incorporarem os reflexos negativos da crise.
A importância econômica do município de Caxias do Sul no Estado é evidente. As nove super empresas venderam juntas mais de 6 bilhões de dólares sendo que as quatro empresas caxienses venderam um terço deste valor, aproximadamente.
A contribuição do I.N.E.S. para as este seleto grupo de empresas é evidente especialmente para as autoindústrias. Para estas a redução das perdas por atrito é vital, para atender as exigências para redução do consumo de energia. E, neste ponto,.o desenvolvimento tecnológico passa necessariamente pela Engenharia de Superfícies.
05-08-2009 Amilton Sinatora
7 – Oportunidade para inovação tecnológica.
A reportagem da jornalista Samantha Lima publicada na Folha de São Paulo, edição de domingo, 26 de julho de 2009, interessa profundamente ás empresas do pólo industrial de Caxias do Sul e, portanto, aos professores e estudantes da Universidade de Caxias do Sul. As micro e pequenas empresas, aquelas que tem menos de 50 funcionários, são 98% das empresas do no Brasil, ou seja,  mais de 4,5 milhões num total de 4,6 milhões de empresas!! Mais expressivo do que seu número é o número de empregos gerados por estas empresas nesta recessão.  Elas contrataram 450 mil funcionários em 2009 (até junho) enquanto que as médias e grandes demitiram 150 mil!
Estes dados me levam a duas reflexões. Quanto maiores as empresas, mais intensivas em capital elas são, ou seja, são necessários grandes investimentos para que estas empresas se atualizem e gerem alguns empregos diretos. Do outro lado, as micro e pequenas empresas necessitam de pouco capital para gerar empregos. O que vale para investimentos em equipamentos ou obras, vale para investimentos em pesquisa e inovação.
A segunda é sobre a importância do I.N.E.S. no pólo industrial de Caxias do Sul onde mais de 2000 pequenas e médias empresas são filiadas ao SIMECS.  Levar a inovação a estas empresas equivale a gerar empregos mais qualificados e portanto mais resistentes ás inevitáveis crises econômicas.
A propósito, para estimular a inserção de mestres e doutores nas micro e pequenas empresas” , está aberto até dia 31/08/2009 o edital  MCT/SETEC/CNPq Nº 67/2008 – RHAE . As condições para participar  estão em http://www.cnpq.br/editais/ct/2008/067.htm. Tenho certeza de que todos os pesquisadores do I.N.E.S. estarão á disposição das empresas de Caxias para colaborar na elaboração de propostas.
28-07-2009 Amilton Sinatora
Anualmente, a revista Exame publica a lista das 500 melhores e maiores empresas do país. Este ano a lista passou a ser das 1000 maiores e melhores analisando o ano de 2008.
Um trio representando cada um dos estados da região inicia a lista. A Bunge Alimentos (SC), a Vivo (PR) e a Refap (RS), empresas dos setores de bens de consumo, telecomunicações e petroquímica que faturaram em 2008 10,1;  8,8 e  5,9 bilhões de dólares, respectivamente.
Examinando a lista das 100 maiores do sul verificamos que 38 empresas são do Rio Grande do Sul. Nove destas empresas são do setor metal mecânico, área de atuação importante para o Instituto Nacional de Engenharia de Superfícies, o I.N.E.S.
O município de Caxias do Sul abriga quatro destas nove super empresas: A Marcopolo, a Randon, a Suspensys e a Agrale que ocupam os 29o, 34o, 53o e 71o lugar na lista das maiores empresas do Sul do Brasil. A Marcopolo mantém a mesma posição de 2007 enquanto que as três outras avançaram. Mais importante, mantiveram-se rentáveis apesar dos resultados do segundo semestre de 2008 já incorporarem os reflexos negativos da crise.
A importância econômica do município de Caxias do Sul no Estado é evidente. As nove super empresas venderam juntas mais de 6 bilhões de dólares sendo que as quatro empresas caxienses venderam um terço deste valor, aproximadamente.
A contribuição do I.N.E.S. para as este seleto grupo de empresas é evidente especialmente para as autoindústrias. Para estas, a redução das perdas por atrito é vital, para atender as exigências para redução do consumo de energia. E, neste ponto, o desenvolvimento tecnológico passa necessariamente pela Engenharia de Superfícies.
Amilton Sinatora

Oportunidade para inovação tecnológica

29/07/2009

A reportagem da jornalista Samantha Lima publicada na Folha de São Paulo, edição de domingo, 26 de julho de 2009, interessa profundamente as empresas do pólo industrial de Caxias do Sul e, portanto, aos professores e estudantes da Universidade de Caxias do Sul. As micro e pequenas empresas, aquelas que tem menos de 50 funcionários, são 98% das empresas do no Brasil, ou seja,  mais de 4,5 milhões num total de 4,6 milhões de empresas!! Mais expressivo do que seu número é o número de empregos gerados por estas empresas nesta recessão.  Elas contrataram 450 mil funcionários em 2009 (até junho) enquanto que as médias e grandes demitiram 150 mil!

Estes dados me levam a duas reflexões. Quanto maiores as empresas, mais intensivas em capital elas são, ou seja, são necessários grandes investimentos para que estas empresas se atualizem e gerem alguns empregos diretos. Do outro lado, as micro e pequenas empresas necessitam de pouco capital para gerar empregos. O que vale para investimentos em equipamentos ou obras, vale para investimentos em pesquisa e inovação.

A segunda é sobre a importância do I.N.E.S. no pólo industrial de Caxias do Sul onde mais de 2000 pequenas e médias empresas são filiadas ao SIMECS.  Levar a inovação a estas empresas equivale a gerar empregos mais qualificados e portanto mais resistentes às inevitáveis crises econômicas.

A propósito, como fazer para estimular a inserção de mestres e doutores nas micro e pequenas empresas? , está aberto até dia 31/08/2009 o edital  MCT/SETEC/CNPq Nº 67/2008 RHAE . As condições para participar  estão em http://www.cnpq.br/editais/ct/2008/067.htm. Tenho certeza de que todos os pesquisadores do I.N.E.S. estarão á disposição das empresas de Caxias para colaborar na elaboração de propostas.

Amilton Sinatora


Físicos na indústria

28/07/2009

Na edição deste mês da “Physics Today”, um artigo intitulado “Industrial R&D in transition” chamou bastante minha atenção.  Os autores R. Joseph Anderson and Orville R. Butler mostram um levantamento a respeito da colocação dos físicos no mercado de trabalho americano. Enquanto nos anos 70, metade dos físicos nos Estados Unidos estava no meio acadêmico, pouco mais de um terço estavam trabalhando na indústria. Esse número se inverteu nos anos 90, onde agora metade dos físicos está na indústria e um terço na academia, mostrando a grande importância da pesquisa de desenvolvimento dentro das indústrias.

Esse aumento no número de físicos na indústria tem um reflexo direto no volume de produtos com alto valor agregado fabricados naquele país, que sem dúvida leva a consideráveis aumentos no PBI. De fato, uma correlação entre o crescimento do PIB e da pesquisa em engenharia já foi sugerida.

Bom, e no Brasil? No Brasil, infelizmente a profissão de físico não é regulamentada, de modo que raramente as empresas têm físicos nos seus quadros funcionais. Além disso, a falta de política de pesquisa e desenvolvimento na grande maioria das empresas ajuda a perpetuar esse quadro. Sendo assim, a esmagadora maioria dos físicos no Brasil está na academia, e os que não estão, acabam batendo as asas para o exterior.

Um dos objetivos do INES é romper esse paradigma e atuar cooperativamente com diferentes setores produtivos do país, fazendo uma ponte entre a academia e o produto final. Mais ainda, é abrir novas perspectivas para a geração de tecnologias na área de engenharia de superfícies, que possam ser agregadas a produtos fabricados no Brasil. Com isso, podemos passar para um país com uma indústria verdadeiramente forte e competitiva, como já foi dito anteriormente nesse blog.

Por fim, fica a minha pergunta: Quando os físicos passaram a ser considerados profissionais de verdade no Brasil?

Abraços,

Gabriel