Engenharia Física

30/11/2010

O Simpósio Brasileiro de Engenharia Física ocorreu neste ano em Porto Alegre.

De 1 a 3 de novembro foi realizado em Porto Alegre o VI Simpósio Brasileiro de Engenharia Física com o título: “Oportunidades para a indústria de base tecnológica no pais”. O Simpósio Brasileiro de Engenharia Física tem sido um importante fórum de discussão entre os setores acadêmico e industrial a respeito da carreira de engenheiro físico e das várias formas de atuação desse profissional nos setores de pesquisa, desenvolvimento e inovação tecnológica das empresas.

As cinco edições realizadas até 2009 ocorreram em São Carlos, no campus da UFSCAR.  Neste ano o evento realizou-se em Porto Alegre em virtude da abertura do curso de Engenharia Física na Universidade Federal do Rio Grande do Sul neste mesmo ano.

Os principais objetivos do simpósio foram: identificar desafios enfrentados pela indústria de base tecnológica no Brasil que estejam intimamente ligados à Engenharia Física, divulgar aos estudantes de Engenharia Física as áreas de atuação de maior interesse por parte das empresas, divulgar a Engenharia Física junto a um número crescente de empresas (potenciais parceiros/empregadores), propiciar o contato de estudantes e professores entre si e com potenciais parceiros ou empregadores, integrar os diferentes cursos de Engenharia Física existentes e em planejamento no país.

Foi possível ouvir empresas e instituições de diferentes portes, algumas incubadas em universidades, e aprender sobre as várias oportunidades de atuação do engenheiro físico, que é uma profissão ainda nova no país, embora seja bem estabelecida em outros lugares. Tivemos também palestras de engenheiros físicos já formados na UFSCAR que contaram suas experiências profissionais e onde estão atuando no momento. O Instituto Nacional de Engenharia de Superfícies esteve presente apoiando o evento e também por meio de uma palestra do pesquisador Carlos Figueroa. Em sua palestra, Figueroa falou sobre o Instituto e também sobre sua experiência como empreendedor na empresa Plasmar Tecnologia, incubada na Incubadora Tecnológica de Caxias do Sul. Foi muito interessante ver como a interação academia-empresa pode funcionar bem e dar frutos de novos empreendimentos.

A próxima edição do simpósio ainda não tem data definida, mas deve ocorrer na sua casa de fundação em São Carlos.

Gabriel Soares

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Congressos em setembro

28/08/2009

Pessoal, temos dois congressos internacionais que serão realizados no Brasil se aproximando. Ambos contarão com a participação dos pesquisadores do Instituto. O primeiro (cronologicamente) é o:

10th International Workshop on Plasma-Based Ion Implantation & Deposition

(http://www.inpe.br/plasma/pbiid2009/)

7-11 Setembro/2009

A ser realizado em São José dos Campos – SP. Esse congresso já contou com edições nos EUA, Alemanha, França, China, Japão e Austrália e ocorre pela primeira vez no Brasil. O principal foco está em tecnologias de processamento baseadas em plasma, principalmente em engenharia de materiais, modificação superficial de materiais, dopagem de semicondutores e física de superfícies.

O segundo é o:

11th International Conference on Advanced Materials

(http://www.icam2009.com/index.php)

20-25 Setembro/2009

A ser realizado no Rio de Janeiro-RJ. Também ocorre pela primeira vez no Brasil, juntamente com o VIII Brazilian MRS Meeting. Esse congresso tem um foco mais geral em materiais, porém alguns simpósios são bem relacionados com o Instituto, tais como:

R: Protective Coating: Advanced Surface Engineering

B: Mechanical Properties of Materials at the Nanometer Length Scales

A: Advances on Nanocomposites: Synthesis and Applications

Fica com o convite para quiser participar e prestigiar as palestras. Eu mesmo estarei no ICAM2009 apresentando um trabalho. Nos vemos lá!

Abraços,

Gabriel


Físicos na indústria

28/07/2009

Na edição deste mês da “Physics Today”, um artigo intitulado “Industrial R&D in transition” chamou bastante minha atenção.  Os autores R. Joseph Anderson and Orville R. Butler mostram um levantamento a respeito da colocação dos físicos no mercado de trabalho americano. Enquanto nos anos 70, metade dos físicos nos Estados Unidos estava no meio acadêmico, pouco mais de um terço estavam trabalhando na indústria. Esse número se inverteu nos anos 90, onde agora metade dos físicos está na indústria e um terço na academia, mostrando a grande importância da pesquisa de desenvolvimento dentro das indústrias.

Esse aumento no número de físicos na indústria tem um reflexo direto no volume de produtos com alto valor agregado fabricados naquele país, que sem dúvida leva a consideráveis aumentos no PBI. De fato, uma correlação entre o crescimento do PIB e da pesquisa em engenharia já foi sugerida.

Bom, e no Brasil? No Brasil, infelizmente a profissão de físico não é regulamentada, de modo que raramente as empresas têm físicos nos seus quadros funcionais. Além disso, a falta de política de pesquisa e desenvolvimento na grande maioria das empresas ajuda a perpetuar esse quadro. Sendo assim, a esmagadora maioria dos físicos no Brasil está na academia, e os que não estão, acabam batendo as asas para o exterior.

Um dos objetivos do INES é romper esse paradigma e atuar cooperativamente com diferentes setores produtivos do país, fazendo uma ponte entre a academia e o produto final. Mais ainda, é abrir novas perspectivas para a geração de tecnologias na área de engenharia de superfícies, que possam ser agregadas a produtos fabricados no Brasil. Com isso, podemos passar para um país com uma indústria verdadeiramente forte e competitiva, como já foi dito anteriormente nesse blog.

Por fim, fica a minha pergunta: Quando os físicos passaram a ser considerados profissionais de verdade no Brasil?

Abraços,

Gabriel


AGENDA

01/07/2009

Caros leitores,

Agora temos uma seção AGENDA no nosso blog. Nessa seção serão colocadas informações a respeito de congressos, worshops, cursos, teses e dissertações envolvendo o Instituto Nacional de Engenharia de Superfícies. Se você tiver dicas e sugestões para adicionarmos a AGENDA, pode enviar para o blog ou para gvsoares@gmail.com!

Abraço,

Gabriel


Artigo sobre mecanismos de endurecimento de materiais

24/06/2009

Oi pessoal.

Este é meu post inaugural do blog do Instituto Nacional de Engenharia de Superfícies (INES).

Este blog servirá como um canal de comunicação e integração entre os membros do Instituto (grupos de pesquisa, empresas e associações) e a sociedade em geral. Informações
sobre os membros e as linhas de pesquisa do INES estão disponíveis no nosso site no CNPq.

Os principais temas a serem tratados aqui por mim serão:

  • Notícias na área de engenharia de superfícies
  • Artigos e resultados inovadores na área
  • Congressos e workshops
  • Divulgação de defesas de teses e dissertações

Outros temas sugeridos também serão bem-vindos e colocados aqui.

Começando o meu primeiro post, li um artigo que saiu recentemente na revista Science (vol. 324, p. 349, 2009) que trata sobre mecanismos de endurecimento de materiais, em especial ligas metálicas na escala nanométrica. Os autores fazem uma revisão sobre os mecanismos de endurecimento clássicos, tais como contorno de grão e solução sólida,
bem como sobre mecanismos nanométricos de endurecimento, como o efeito de barreiras internas no material, criadas por “gêmeos”. São essencialmente defeitos planares que formam interfaces, onde um lado contém um arranjo de átomos que é um reflexo identico dos átomos do outro lado, separados por um plano “gêmeo”.

Esse tipo de mecanismo pode explicar em parte o efeito da superdureza (40 Gpa ≥) em multicamadas de nitretos de carbetos metálicos, o que já foi sugerido (Hovsepian, P. Eh, and W.-D. Münz, Nanostrucutred Coatings Book Series, 2007), embora uma explicação definitiva ainda não tenha sido dada.

De qualquer forma, recomendo a leitura do artigo.

Abraços,

Gabriel