Imagem do mês de novembro. Entrevista com o autor.

Microestruturas de polipirrol eletrodepositado sobre aço inox.

Microestruturas de polipirrol eletrodepositado sobre aço inox.

Sobre um “chão” de aço inox coberto pelo polímero orgânico polipirrol, jazem “coquinhos” de polipirrol (caídos de uma palmeira de polipirrol?). O cenário só pode ser visualizado com o auxílio de um microscópio, pois os coquinhos têm apenas algumas centenas de micrômetros.

A imagem, que ilustra a página de novembro do calendário do Instituto Nacional de Engenharia de Superfícies, foi realizada pelo estudante do curso de Engenharia Química da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) Stéfano Rahmeier Marquetto, usando um microscópio eletrônico de varredura (MEV) do centro de microscopia da federal gaúcha. As estruturas de polipirrol foram obtidas a partir de uma técnica chamada cronoamperometria, com o intuito de servirem como dispositivos para liberação controlada de fármacos através de impulsos eletroquímicos. Para participar do concurso “Superfícies em Imagens”, Stéfano coloriu artificialmente a imagem e conseguiu deixar bem explícita sua semelhança com um cantinho debaixo de uma palmeira…

Veja nossa breve entrevista com Stéfano.

Stéfano Marquetto.

Stéfano Marquetto.

Boletim Engenharia de Superfícies: – Conte-nos um pouco sobre o contexto em que foi gerada a imagem.

Stéfano Marquetto: – A imagem foi gerada durante uma pesquisa de iniciação científica, sob orientação da professora Dr. Jacqueline Arguello, pelo programa BIC UFRGS – REUNI. Nós pesquisamos processos de eletropolimerização com o objetivo de criar sistemas capazes de armazenar compostos e responder a uma diferença de potencial.

Boletim Engenharia de Superfícies: – Explique de modo simples e breve o passo-a-passo da eletrodeposição que gerou as estruturas de polipirrol. Por que foi depositado em aço inox? Por que o processo gerou os “coquinhos”?

Stéfano Marquetto: – Basicamente, montamos uma célula eletrolítica com uma solução contendo pirrol e surfactante, e aplicamos uma diferença de potencial cíclica entre os eletrodos de aço inox. A escolha do aço inox é porque precisamos de uma base firme e condutora e que durante o processo propicie a formação destas estruturas ocas. O processo de polimerização que empregamos faz com que parte do pirrol se polimerize em formas arredondadas.

Boletim Engenharia de Superfícies: – Sobre a aplicação das microestruturas, elas chegaram a ser testadas na liberação controlada de fármacos? Como funciona essa liberação através de impulsos eletroquímicos?

Stéfano Marquetto: – Chegamos a fazer testes para a liberação de morfina, mas em pequena escala. A liberação funciona através de uma propriedade do polipirrol de se contrair ou expandir quando está sob efeito de uma diferença de potencial. Uma vez retido dentro do polímero, o fármaco poderia ser liberado quando o polipirrol se expandisse.

Boletim Engenharia de Superfícies: – Gostaria de agradecer alguém que tenha participado da realização da imagem vencedora?

Stéfano Marquetto: – Gostaria de agradecer, e muito, à professora Dr. Jacqueline Arguello, que é uma orientadora excelente e foi a principal responsável por termos sido um dos vencedores com esta imagem.

Boletim Engenharia de Superfícies: – Fique à vontade para outros comentários.

Stéfano Marquetto: – Gostaria apenas de novamente agradecer pela premiação e congratular os organizadores, e dizer que ficarei atento para as próximas edições do prêmio.

Para entrar em contato com Stéfano: stefano.marq@gmail.com.

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