Breve relato de participação na conferência PSE de Engenharia de Superfícies por plasma, na Alemanha.

Aproveito a charmosa viagem de trem entre Garmisch-Partenkirchen e Innsbruck para escrever este post inspirado nas paisagens dos Alpes e, em especial, do Tirol.

O autor deste post, prof. Carlos Alejandro Figueroa, apresentando trabalho na PSE2014, realizada, como sempre em Garmisch-Partenkirchen (Alemanha).

O autor deste post, prof. Carlos Alejandro Figueroa (UCS), apresentando trabalho na PSE2014, realizada em Garmisch-Partenkirchen (Alemanha), como sempre.

A PSE2014 (14th International Conference on Plasma Surface Engineering) acabou e como sempre deixa uma série de experiências. Em termos de números, a PSE continua em crescimento, com mais de 800 participantes nesta última edição. Houve mudanças na disposição dos pôsteres que facilitaram o contato com @s autor@s que desafogaram os tumultuados corredores da última edição. Mesmo assim, a “Zugspitze raum” ficou pequena novamente e não comporta mais o número de participantes faz duas edições.

A programação técnica da conferência trouxe plenárias, palestras e pôsteres muito interessantes sobre temas já estabelecidos. Entretanto, não houve grandes novidades. Os trabalhos sobre plasma atmosférico e HiPIMS continuam com presença forte, mas sem trazer soluções em geometrias complexas ou usos industriais reais, respectivamente. No caso do HiPIMS, me faz lembrar à tecnologia PIII ou PI3. Após um começo promissor no ambiente acadêmico durante a década de 90, teve aceitação quase nula em termos industriais devido aos altos custos envolvidos e à relativa complexidade de uso no chão de fábrica.

Entre os trabalhos que mais me chamaram a atenção posso citar a tecnologia para deposição de DLC por microondas em escala industrial da Hauzer (porém ainda fazendo a deposição da intercamada de Cr por PVD) e uma tecnologia de sputtering por plasma atmosférico.

A exibição industrial teve presença maciça das empresas líderes na área da engenharia de superfícies a plasma ocupando cada vez mais espaços internos no prédio principal da conferência. Vale destacar que o equipamento de sputtering por plasma atmosférico estava funcionando e depositando ouro em superfícies planas.

Trocando visões e opiniões com outr@s colegas, o programa desta edição tinha alguns pôsteres mais interessantes do que algumas palestras e também teve mistura de temas dentro das sessões, como a keynote da sessão de PECVD que foi explicitamente sobre plasma atmosférico. Houve muita deserção de apresentadores de pôsteres,mas não percebi nenhuma palestra cancelada.

Finalmente, aproveito para parabenizar ao professor Albano Cavaleiro, da Universidade de Coimbra, por ter sido escolhido como chairman da próxima edição desta importante conferência.

Até a próxima conferência do mundo da engenharia de superfícies por plasma!

Carlos

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