Tribo Flex – um ano de tramitação na Fapesp

Tribo Flex: reuniões mensais enquanto o projeto tramita.

No dia 23 de dezembro de 2010 completou um ano a tramitação do projeto de Tribologia de Motores Flex Fuel na FAPESP.

Nem sim nem não, mas a resposta da FAPESP já não é o que mais importa neste caso. Quando um projeto de inovação que congrega empresas do porte da GM, PSA, RENAULT, VW, MAHLE, PETROBRAS, FPT e três universidades paulistas tramita por um ano (pelo menos), fica evidente que há algo errado no sistema de P&D do Estado de São Paulo.

Uma negação expedita, digamos até abril do ano que finda, nos deixaria à vontade para recorrermos ao governo federal em busca de apoio. As sucessivas protelações nos trouxeram ao fim do mandato presidencial com conseqüente troca de postos nos órgãos federais, o que nos tolheu possibilidades de buscar ajuda no segundo semestre de 2010. Certamente, no início de 2011, quando as posições de mando nos órgãos federais estiverem estabelecidas, voltaremos a negociar neste âmbito.

Apesar da morosidade na tramitação, temos mantido reuniões mensais e conseguido fundos para o projeto. A PETROBRAS financiou um tribômetro multiuso adequado à avaliação de lubrificantes e de produtos de combustão que permitirá avanços experimentais ainda no primeiro semestre de 2011. Ao mesmo tempo, alguns dos temas do projeto vão avançando lentamente com verba de outros financiamentos ou com bolsas da mesma FAPESP. Transmitimos seguidamente às empresas que não se trata de descaso nem de desinteresse do governo paulista em apoiar o estudo da tribologia de motores FLEX, uma vez que há muitos usineiros no governo e todos interessados em expandir o uso do álcool combustível.

Ao mesmo tempo que sabemos dizer o que talvez não seja a causa, não sabemos dizer qual é a mesma. Pelo sim, pelo não ou ao menos para mudar de ares, a próxima reunião será dia 27 de janeiro em Curitiba, terra de RENAULT, na Universidade Técnica Federal do Paraná. Com isso avançaremos no caráter nacional de projeto, o que talvez nos permita recorrer com mais propriedade ao financiamento federal.

Amilton Sinatora

Uma resposta para Tribo Flex – um ano de tramitação na Fapesp

  1. Carlos disse:

    No ano de 2007 comecei uma tramitação de um projeto PIPE (Programa de Inovação em Pequena Empresa) que demorou 18 meses após muitos e-mails e ligações à área competente na FAPESP. Entendo que prazos longos prejudicam à mesma INOVAÇÃO devido a que pode vir a ficar obsoleta pela velocidade e dinamismo do mundo tecnológico. No mínimo, após uma aprovação demorada, a projeto encontra-se com uma defasagem. Se além disso, é somada uma cadeia de empresas de grande porte interessadas no projeto e onde “as coisas” acontecem em ritmos acelerados, é possível que até mesmo após aprovação demorada o projeto possa perder foco dentro das empresas envolvidas.
    A tomada de decisão com fundos públicos merece muito respeito e critério, porém prazos longos de tramitação e aprovação atentam contra a mesma INOVAÇÃO.

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