O TRIBO-BR, um passo adiante e dois atrás?


Está aberto o debate para a realização do Tribo-BR II.

Entre 24 e 26 de novembro de 2010 estiveram no Rio de Janeiro muitos integrantes da elite tribológica mundial.

Foi gratificante assistir uma apresentação de um jovem engenheiro, mestre pela UFES, empregando uma teoria de Zum-Gahr para explicar resultados experimentais com o Professor Zum-Gahr assistindo a apresentação! Também foi muito gratificante ver todas as sessões tomadas e ver todas as apresentações brasileiras e latino-americanas discutidas pelos importantes participantes.

Dos 104 participantes, 54 vieram de 25 países. Somados aos 8 palestrantes convidados (ver lista no post “Três ou mais razões para participar do TRIBO-BR“), tivemos um congresso com 50% de estrangeiros, o que é muito raro por aqui. Nos corredores e durante os intervalos das sessões foram muitas as parcerias estabelecidas ou reforçadas. As empresas presentes  trouxeram problemas técnicos interessantes e se motivaram com as apresentações feitas.

Pude constatar que nossos estudos são muito consistentes e bem formulados, assim como os dos colegas da Colômbia, e que refletem as características juvenis de nossa ciência. Ou seja, são bons trabalhos mas com limitações de técnicas e de permanência no tema, características compatíveis com os menos de 20 anos de tribologia no Brasil. O caminho é promissor, o que se vê ao analisar o histórico de participação dos nossos pesquisadores no congresso Wear of Materials que se dá há pouco mais de 10 anos!

Então por que dois passos atrás?

Os pontos que chamaram minha atenção e de colegas do exterior foi a ausência completa de alunos de graduação, pós graduação e de pós doutorandos. Também me preocupou a ausência de pesquisadores do Pará, Rio Grande do Norte, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e dos muitos físicos que atuam em tribologia ou áreas correlatas. A explicação para isso é simples, o custo da inscrição.

A realização de um segundo TRIBO_BR foi diversas vezes sugerida. Entretanto, sua realização requer a resolução das questões acima e o envolvimento de jovens (e motivados) tribologistas na sua organização. Não realizar um segundo encontro colocará em questão a realização do primeiro. O TRIBO_BR II está aberto para o debate.

Amilton Sinatora

3 respostas para O TRIBO-BR, um passo adiante e dois atrás?

  1. Sérgio Camargo disse:

    Prezado Amilton e demais colegas,

    Não pude participar do Tribo-BR principalmente devido a motivos particulares, mas certamente que o preço da inscrição não facilitou em nada. Assim como também não ajudou o fato de terem retirado da programação do evento os trabalhos que não tiveram o texto completo submetido, prática que destoa da maior parte dos congressos que costumos participar.
    O alto preço da inscrição tem sido uma praxe nos congressos organizados pela ABM. Me pergunto se não seria mais razoável organizar o Tribo-BR II sob os auspícios de uma outra sociedade, como por exemplo, a SBPMat.
    Bom Natal para todos,

    Sérgio Camargo.

    • Amilton disse:

      Concordo completamente com suas obss, Sergio que me motivaram a redigir o post. Trabalharei para que se houver um próximo ele seja mais acessível.

      Quanto a submissão de textos sem os trabalhos completos eu vivo um dilema diante do numero excessivamente elevado de no-shows e de contribuições excessivamente frágeis. Mas é algo a se pensar.

      Quanto ao patrocinio/associação a SBPMat vou encaminhar para os colegas que participaram da organização.

      obrigado pelo comentário e pelo interesse em tribologia e ..mantenha contato

      amilton

  2. Amilton, para pensarmos em conjunto: – Será que os eventos tribológicos nacionais já não tinham estes mesmos problemas? Se sim, demos um passo hercúleo ao dar ao evento o caráter internacional, mas as estratégias de inclusão de alunos (em qualquer nível) e das regiões mais distantes continua a desejar. Talvez seja o caso de intercalar a amplitude (nacional-internacional) ao longo dos anos, até “pegarmos” a experiência de fazer e no caso dos encontros nacionais, acertarmos as lacunas. Os físicos organizam uma enorme quantidade de eventos locais por ano (ver por ex. https://groups.google.com/group/mestradonano/browse_thread/thread/fa9cb066c123b737?hl=pt) com muitos alunos. Acho que dá para copiar alguma coisa.
    Abraço a todos e um ótimo 2011! Giuseppe

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