Jubileu de prata da nitretação iônica no Brasil

Pesquisa em nitretação iônica no Brasil: 25 anos.

Há exatos 25 anos estávamos iniciando, nas universidades brasileiras, as primeiras pesquisas em nitretação por plasma.

De uma maneira simultânea e isolada, estudava-se esse tema nas Universidades Federal de Santa Catarina (UFSC) e Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Enquanto a UFSC tinha uma preocupação mais científica do processo como diagnóstico do plasma de N2-H2 e nitretação em pós-descarga, a UFRN desenvolvia pesquisas aplicadas como nitretação em aços carbono, aços inoxidáveis e aços ferramenta.

Este marco foi muito importante para o Brasil não apenas pelo fato em si, mas também pelo seu desdobramento. Foi a primeira vez que a tecnologia de plasma aproximou-se efetivamente das indústrias nacionais. Até então as pesquisas nessa área estavam reduzidas ao estudo da fusão nuclear através de confinamento magnético (Tokamak),  cujo tema estava não interessava às indústrias.

A década de 90 foi um período de efervescência e consolidação do processo no Brasil. Isso aconteceu através da participação de várias empresas em pesquisas nas universidades (ERMETO, COFAP, LUPATECH, entre outras) e a aquisição de equipamentos comerciais por parte da empresa Brasimet e de uma empresa incubada da Universidade de Mogi das Cruzes – SP. Nesse período nuclearam-se vários grupos de pesquisa, atingindo atualmente um número superior a 60 equipamentos de plasma sendo utilizados sinergicamente para desenvolver diversas pesquisas em tecnologia de plasma.
Esse sinergismo ocorrido no Brasil a partir das pesquisas em nitretação iônica a credencia como a principal propulsora da formação do fantástico quadro de laboratórios, pesquisadores e empresas envolvidos com a área.
Para comemorar esse jubileu de prata, estou disponibilizando, através do canal de apresentações e documentos do Instituto Nacional de Engenharia de Superfícies,  um livro que escrevi no final da década de 90, no qual estão contidos os fundamentos do plasma, evolução histórica e grandes desafios do processo de nitretação iônica, bem como exemplos de outros processos a plasma.

Clodomiro Alves Junior

5 respostas para Jubileu de prata da nitretação iônica no Brasil

  1. amilton sinatora disse:

    Meu caro Clodomiro, sua modéstia o impede de dizer que você estava lá desde o inicio. Mas dizer isto é importante.
    Mais 25 anos é o que eu desejo.
    amilton

    • Clodomiro disse:

      Grande Sinátora, pretendo nos próximos capítulos contar o desdobramento desse marco. Nessa história você está presente num capítulo que provavelmente tenha esquecido: o I Seminário de Materiais Resistentes ao Desgaste.

  2. […] Veja a parte 1 de “Jubileu de prata da nitretação iônica no Brasil” […]

  3. Salve Clodomiro!
    Que os deuses continuem conspirando para o incremento dessa história que você indubitavelmente construiu. Sem muito “bla bla bla”, seria expressão fidedigna daquela antiga campanha “Pessoa que Faz”.
    Um grande abraço e saúde!

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