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	<title>Blog da engenharia de superfícies</title>
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	<description>Blog do Instituto Nacional de Engenharia de Superfícies</description>
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		<title>Revestimentos metalúrgicos em San Diego</title>
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		<pubDate>Thu, 19 May 2011 14:01:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos A. Figueroa</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Bom dia! Participei, neste mês de maio, da International Conference on Metallurgical Coatings &#38; Thin Films (ICMCTF) &#8211; uma experimentada conferência na área dos revestimentos metalúrgicos. As quase quatro décadas de existência do evento permitem que tenha uma excelente visão da pesquisa, desenvolvimento e inovação nesta área da engenharia de superfícies, devido à presença em [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=engenhariadesuperficies.wordpress.com&amp;blog=8267389&amp;post=726&amp;subd=engenhariadesuperficies&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="wp-caption alignright" style="width: 250px"><a href="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/1/1b/Revestimento.tif"><img class="  " title="Revestimentos: HIPIMS e abordagem tribológica em destaque na ICMCTF 2011." src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/1/1b/Revestimento.tif/lossless-page1-300px-Revestimento.tif.png" alt="coating" width="240" height="214" /></a><p class="wp-caption-text">Revestimentos, tema da conferência. Em 2011, destaque para HIPIMS e abordagem tribológica.</p></div>
<p>Bom dia!</p>
<p>Participei, neste mês de maio, da <em>International Conference on Metallurgical Coatings &amp; Thin Films</em> (<a href="http://www2.avs.org/conferences/ICMCTF/" target="_blank">ICMCTF</a>) &#8211; uma experimentada conferência na área dos revestimentos metalúrgicos. As quase quatro décadas de existência do evento permitem que tenha uma excelente visão da pesquisa, desenvolvimento e inovação nesta área da engenharia de superfícies, devido à presença em quantidade e qualidade de profissionais e empresas do setor.</p>
<p>Fazia 10 anos que eu não participava desta conferência. Embora tenha caído a quantidade de participantes, 800 pessoas ainda é um número relevante quando pensamos na densidade de conhecimento resultante da participação de todos esses indivíduos.</p>
<p>A qualidade técnica e a intensidade da conferência são marcas registradas. Prova disso: a entrada é às 8:00 hs e a saída, às 18:00 hs, sem <em>coffee break</em>, com até 7 sessões em paralelo. Para aqueles que querem aproveitar cada minuto e dinheiro investido, ainda há palestras com lanches ao meio-dia, como, por exemplo, a palestra com um diretor da Elsevier e 5 editores de revistas importantes (<em>Thin Solid Films</em>, <em>Surface&amp;Coatings Technology</em>, <em>Vacuum</em>, <em>Applied Surface Science</em> e <em>Surface Science</em>), o que não é pouca coisa.</p>
<p>Do ponto de vista técnico, HIPIMS continua sendo &#8220;a menina dos olhos” das tecnologias emergentes na área de processamento de superfícies por plasma. A conferência mostrou um volume importante de trabalhos com muitas sessões específicas. Porém o estado-da-arte ainda parece um pouco distante das aplicações industriais. Se o <em>magnetron sputtering</em> tradicional já é relativamente complexo, HIPIMS é exponencialmente mais dependente das variáveis que o seu predecessor.</p>
<p>Além disso, as sessões de tribologia aumentaram, e muitos trabalhos são focados a partir dessa abordagem. Aliás, os trabalhos mais impactantes, do meu ponto de vista, foram os tribológicos <em>in situ</em>. As sessões de DLC não possuem mais CNx e estão quase concentradas nas aplicações com pouco trabalho básico. Por último, as palestras-<em>review</em> foram muito boas para ver a linha do tempo de muitas tecnologias, técnicas e materiais que trabalhamos no dia-a-dia.</p>
<p>No workshop industrial não vi muita coisa nova (só inovação incremental), mas me chamou a atenção um <a href="http://www.brooks.com/pages/4209_simplicity_solutions_830_vqm_mass_spectrometer.cfm" target="_blank">espectrômetro de massas de alta velocidade de resposta, enxuto e portátil</a>, da Brooks Automation, o qual não opera com o princípio físico tradicional do campo elétrico de um quadrupolo e sim por um campo elétrico que faz entrar os íons em ressonância para obter o sinal.</p>
<p>Finalmente, a comida mexicana e o contexto do estado da Califórnia dão um toque particular a esta conferência.</p>
<p style="text-align:right;">Carlos A. Figueroa</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/engenhariadesuperficies.wordpress.com/726/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/engenhariadesuperficies.wordpress.com/726/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/engenhariadesuperficies.wordpress.com/726/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/engenhariadesuperficies.wordpress.com/726/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/engenhariadesuperficies.wordpress.com/726/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/engenhariadesuperficies.wordpress.com/726/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/engenhariadesuperficies.wordpress.com/726/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/engenhariadesuperficies.wordpress.com/726/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/engenhariadesuperficies.wordpress.com/726/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/engenhariadesuperficies.wordpress.com/726/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/engenhariadesuperficies.wordpress.com/726/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/engenhariadesuperficies.wordpress.com/726/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/engenhariadesuperficies.wordpress.com/726/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/engenhariadesuperficies.wordpress.com/726/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=engenhariadesuperficies.wordpress.com&amp;blog=8267389&amp;post=726&amp;subd=engenhariadesuperficies&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Revestimentos: HIPIMS e abordagem tribológica em destaque na ICMCTF 2011.</media:title>
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		<title>Parou por quê?</title>
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		<pubDate>Fri, 01 Apr 2011 13:01:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Amilton Sinatora</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Conheço um sujeito engraçado que conta a piada: &#8220;Tudo passa: a uva passa, o ferro passa e a vida passa&#8221;. Como tudo passa, tudo muda. O Instituto Nacional de Engenharia de Superfícies (INES), em seus passos iniciais, formulou uma proposta de divulgação que vai da home page até um blog como este, de visitas a [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=engenhariadesuperficies.wordpress.com&amp;blog=8267389&amp;post=709&amp;subd=engenhariadesuperficies&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Conheço um sujeito engraçado que conta a piada:</p>
<p>&#8220;Tudo passa: a uva passa, o ferro passa e a vida passa&#8221;.</p>
<p>Como tudo passa, tudo muda. O Instituto Nacional de Engenharia de Superfícies (INES), em seus passos iniciais, formulou uma proposta de divulgação que vai da <em>home page</em> até um blog como este, de visitas a empresas até encontros, congressos e cursos como o realizado em fevereiro com a VALE.</p>
<p>Naquela época, ano 2009, engajei-me na proposta de manter um post semanal no blog do INES. Foi um belo aprendizado e também foi divertido. Mas, como tudo passa e tudo muda, o meu quotidiano também mudou, passando a envolver muitas outras atividades além das de 2009.</p>
<p>Por outro lado, e ao mesmo tempo, constatei que como instrumento de troca de ideias o blog parece não ser o instrumento mais eficiente. Talvez porque vivamos sob permanente censura ou autocensura, talvez porque não cultivemos o hábito de debater, talvez porque sejamos todos muito ocupados, talvez porque o público para &#8220;tribo-assuntos&#8221; seja restrito ou porque os temas aqui postados não sejam nem tão interessantes nem tão bem apresentados.</p>
<p>Por tudo isso, e como já prenunciava a perda de ritmo e de periodicidade nos meus posts, vou mudar meu compromisso de &#8216;postador semanal&#8217; para &#8216;postador eventual”.</p>
<p>O interessante é que com esse discurso chegamos a mais um post.</p>
<p style="text-align:right;">Amilton Sinatora</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/engenhariadesuperficies.wordpress.com/709/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/engenhariadesuperficies.wordpress.com/709/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/engenhariadesuperficies.wordpress.com/709/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/engenhariadesuperficies.wordpress.com/709/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/engenhariadesuperficies.wordpress.com/709/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/engenhariadesuperficies.wordpress.com/709/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/engenhariadesuperficies.wordpress.com/709/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/engenhariadesuperficies.wordpress.com/709/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/engenhariadesuperficies.wordpress.com/709/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/engenhariadesuperficies.wordpress.com/709/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/engenhariadesuperficies.wordpress.com/709/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/engenhariadesuperficies.wordpress.com/709/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/engenhariadesuperficies.wordpress.com/709/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/engenhariadesuperficies.wordpress.com/709/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=engenhariadesuperficies.wordpress.com&amp;blog=8267389&amp;post=709&amp;subd=engenhariadesuperficies&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Amilton Sinatora</media:title>
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	</item>
		<item>
		<title>Que dureza! Qual dureza?</title>
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		<pubDate>Thu, 17 Mar 2011 15:07:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Amilton Sinatora</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ensinar é, frequentemente, reconhecer os erros. No ensino de pós-graduação, especialmente, onde lidar com conhecimento não estabelecido faz parte do dia-a-dia, os mea culpa são para mim mais e mais frequentes. Um deles refere-se ao modelo de Bowden e Tabor (The friction and Lubrication of Solids) para o coeficiente de atrito. Neste modelo, os autores [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=engenhariadesuperficies.wordpress.com&amp;blog=8267389&amp;post=695&amp;subd=engenhariadesuperficies&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_696" class="wp-caption alignright" style="width: 250px"><a href="http://www.amazon.com/gp/reader/0198507763/ref=sib_dp_pt#reader-link"><img class="size-full wp-image-696    " title="livro dureza" src="http://engenhariadesuperficies.files.wordpress.com/2011/03/livro-dureza.jpg?w=450" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">&quot;The Hardness of Metals&quot;, &quot;obra original e instigante&quot;. Clique na imagem para olhar o livro no site da Amazon.</p></div>
<p>Ensinar é, frequentemente, reconhecer os erros. No ensino de pós-graduação, especialmente, onde lidar com conhecimento não estabelecido faz parte do dia-a-dia, os <em>mea culpa</em> são para mim mais e mais frequentes.</p>
<p>Um deles refere-se ao modelo de Bowden e Tabor (<strong><em>The friction and Lubrication of Solids</em></strong>) para o coeficiente de atrito. Neste modelo, os autores usam um conceito no qual o efeito da força normal aplicada é relacionado com a área real de apoio por meio da dureza. Por isso, o aumento da força leva (no campo plástico) ao aumento linear da área. O que tenho ensinado é que, “evidentemente” (!), isso se deve ao fato de que dureza é  a força dividida pela área projetada.</p>
<p>E, se tudo é tão “evidente”, onde está o erro?</p>
<p>Uma breve reflexão sobre a definição de dureza Brinell nos mostra que a força aplicada é dividida pela área da calota esférica formada e não (NÃO) pela área projetada. Se o modelo de Bowden e Tabor não considera a dureza Brinell, “então está tudo errado”?</p>
<p>Nem tudo está perdido, felizmente. O belo livro de  Tabor <em><strong>The hardness of Metals</strong></em> nos apresenta a solução para o raciocínio sobre dureza que eu uso nos cursos, a dureza Meyer.  Nessa escala de dureza, a força aplicada é dividida pela área projetada, para a minha sorte!</p>
<p>Ufa, o erro já foi transformado em omissão do sobrenome da dureza. Dizer apenas que a elevação da força (no campo plástico) resulta no aumento linear da área não está exatamente errado, está “apenas” incompleto.</p>
<p>Ou seja, vou poder continuar falando o que sempre falei nos cursos, o aumento da força normal aplicada levará a um aumento linear da área de contato. Só que, de hoje em diante, terei embasado a afirmação em um conhecimento estabelecido e não na aquiescência (generosidade) dos alunos diante da minha liberdade de linguagem e, prometo, farei referência explicita à dureza Meyer.</p>
<p>Por esta e por outras, como por exemplo a excelente análise sobre área real de contato que Tabor faz no último capítulo do livro, é que recomendo a leitura desta obra original e instigante, <em><strong>The Hardness of Metals</strong></em>.</p>
<p style="text-align:right;">Amilton Sinatora</p>
<p><strong>Referências</strong></p>
<p>Tabor. D., <strong>The Hardness of Metals</strong>, Oxford Classic Texts in the Physical Sciences, 1951 (Ed. 2000).<br />
Bowden, F.P., Tabor, D. <strong>The friction and Lubrication of Solids</strong>. Oxford Classic Texts, 1950-1954 (Ed. 2008)</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/engenhariadesuperficies.wordpress.com/695/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/engenhariadesuperficies.wordpress.com/695/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/engenhariadesuperficies.wordpress.com/695/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/engenhariadesuperficies.wordpress.com/695/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/engenhariadesuperficies.wordpress.com/695/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/engenhariadesuperficies.wordpress.com/695/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/engenhariadesuperficies.wordpress.com/695/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/engenhariadesuperficies.wordpress.com/695/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/engenhariadesuperficies.wordpress.com/695/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/engenhariadesuperficies.wordpress.com/695/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/engenhariadesuperficies.wordpress.com/695/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/engenhariadesuperficies.wordpress.com/695/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/engenhariadesuperficies.wordpress.com/695/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/engenhariadesuperficies.wordpress.com/695/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=engenhariadesuperficies.wordpress.com&amp;blog=8267389&amp;post=695&amp;subd=engenhariadesuperficies&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Nicolelis e a Comissão do Futuro do MCT</title>
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		<pubDate>Thu, 10 Mar 2011 13:56:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Amilton Sinatora</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Miguel Nicolelis foi convidado e aceitou presidir a Comissão do Futuro do MCT, um cargo não remunerado e temporário. O aceite gerou uma marolinha na imprensa, uma vez que o pesquisador havia manifestado sua opinião sobre a indicação de Aloizio Mercadante para o MCT da seguinte forma: “Estou curioso para saber qual é o currículo [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=engenhariadesuperficies.wordpress.com&amp;blog=8267389&amp;post=689&amp;subd=engenhariadesuperficies&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Miguel Nicolelis foi convidado e aceitou presidir a<a href="http://www.mct.gov.br/index.php/content/view/329706.html/target=" target="_blank"> Comissão do Futuro do MCT</a>, um cargo não remunerado e temporário.</p>
<p>O aceite gerou uma marolinha na imprensa, uma vez que o pesquisador havia manifestado sua opinião sobre a indicação de Aloizio Mercadante para o MCT da seguinte forma: “Estou curioso para saber qual é o currículo dele para gestão científica. Fiquei surpreso com a indicação, mas não o conheço. Não tenho a mínima idéia do seu grau de competência. Mas não fica bem para a ciência brasileira &#8211; um ministério tão importante &#8211; virar prêmio de consolação para quem perdeu a eleição. Não é uma boa mensagem. Mas talvez seja bom que o futuro ministro não seja um cientista de bancada, alguém ligado à comunidade científica. Assim, se ele tiver determinação política, poderá quebrar os vícios.”</p>
<p>Alguém na Folha de São Paulo levantou, por meio de um texto ambíguo, que o posto já havia amestrado o pesquisador, como se Mercadante fosse um toupeira que entrega a formulação da visão de futuro de seu ministério a um suposto desafeto, ou como se Nicolelis mudasse de opinião ao ganhar mais serviço para fazer!</p>
<p>A vantagem da marolinha é que temos mais uma pérola nicoleliana:<br />
“Em resposta à nota publicada no Painel de 20/02, gostaria de declarar que, em momento algum, alterei quaisquer das críticas feitas ao atual modelo de gestão da ciência brasileira em decorrência do recente convite, feito pelo senhor Ministro da Ciência e Tecnologia, para presidir a Comissão do Futuro, proposta por esse ministério. Quando disse, em entrevista ao Estado de S. Paulo, em dezembro passado, que o Ministério da Ciência e Tecnologia não podia ser considerado como um prêmio de consolação, não estava emitindo nenhum juízo de valor sobre a pessoa do senhor ministro Aloízio Mercadante, mas simplesmente reivindicando o reconhecimento do novo governo à importância fundamental da área de ciência e tecnologia para o desenvolvimento do Brasil. Da mesma forma, desde o convite e anúncio formal do mesmo, no último dia 13/02, não emiti nenhuma declaração ou qualquer avaliação da presente gestão do MCT. Dessa forma, estranha-me ler nesse jornal a insinuação que, um convite para presidir, de forma voluntária e não remunerado, uma comissão temporária, destinada a elaborar e disseminar idéias que possam contribuir para o futuro da ciência brasileira, tenha servido como forma de cercear minhas opiniões. Na realidade, o objetivo dessa comissão é levantar todas críticas ao modelo vigente e propor soluções eficazes para que a ciência brasileira possa contribuir decisivamente para o desenvolvimento social e econômico do país. Sinceramente, Miguel Nicolelis”</p>
<p>A resposta acima pesquei no site <em>Vi o mundo </em>de Luiz Carlos Azenha num <a href="http://www.viomundo.com.br/denuncias/professor-miguel-nicolelis-a-quem-interessar-possa.html" target="_blank">texto de Conceição Lemes</a>, que recomendo, uma vez que o jornalão não publicou a resposta.</p>
<p>O meu único reparo é sobre uma das frases finais nas quais a jornalista afirma “A Folha mais uma vez briga com a verdade factual, aprontando outra  das suas.”  Eu tenho um amigo que diria “ao invés de suspeitar da má-fé, suspeite da incompetência”. Não posso citar o amigo (que não pode falar o que pensa numa grande instituição de pesquisa) mas tenho quase certeza de que o que falta é competência  para o jornal entender a realidade, ainda que de forma tosca.</p>
<p style="text-align:right;">Amilton Sinatora</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/engenhariadesuperficies.wordpress.com/689/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/engenhariadesuperficies.wordpress.com/689/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/engenhariadesuperficies.wordpress.com/689/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/engenhariadesuperficies.wordpress.com/689/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/engenhariadesuperficies.wordpress.com/689/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/engenhariadesuperficies.wordpress.com/689/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/engenhariadesuperficies.wordpress.com/689/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/engenhariadesuperficies.wordpress.com/689/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/engenhariadesuperficies.wordpress.com/689/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/engenhariadesuperficies.wordpress.com/689/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/engenhariadesuperficies.wordpress.com/689/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/engenhariadesuperficies.wordpress.com/689/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/engenhariadesuperficies.wordpress.com/689/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/engenhariadesuperficies.wordpress.com/689/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=engenhariadesuperficies.wordpress.com&amp;blog=8267389&amp;post=689&amp;subd=engenhariadesuperficies&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Dá-lhe Nicolelis!</title>
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		<pubDate>Fri, 04 Mar 2011 13:05:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Amilton Sinatora</dc:creator>
				<category><![CDATA[ciência e sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[cultura científica]]></category>
		<category><![CDATA[política C&T]]></category>
		<category><![CDATA[críticas]]></category>
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		<description><![CDATA[No divertido artigo de Alexandre Gonçalves publicado no Estado de São Paulo em 11 de Janeiro de 2011, “Einstein não seria pesquisador 1A do CNPq”, o pesquisador Miguel Nicolelis emite refrescantes críticas e considerações ao nosso sistema de C &#38; T. Destaco algumas: 1) A política científica e tecnológica (a nossa) 1.a)“Está ultrapassada. Principalmente a [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=engenhariadesuperficies.wordpress.com&amp;blog=8267389&amp;post=678&amp;subd=engenhariadesuperficies&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_682" class="wp-caption alignright" style="width: 250px"><a href="http://engenhariadesuperficies.files.wordpress.com/2011/03/nicolelis.jpg"><img class="size-medium wp-image-682 " title="nicolelis" src="http://engenhariadesuperficies.files.wordpress.com/2011/03/nicolelis.jpg?w=240&#038;h=180" alt="" width="240" height="180" /></a><p class="wp-caption-text">O pesquisador Miguel Nicolelis emitiu críticas e considerações ao sistema brasileiro de C&amp;T.</p></div>
<p>No divertido artigo de Alexandre Gonçalves publicado no Estado de São Paulo em 11 de Janeiro de 2011, “Einstein não seria pesquisador 1A do CNPq”, o pesquisador Miguel Nicolelis emite refrescantes críticas e considerações ao nosso sistema de C &amp; T.</p>
<p>Destaco algumas:</p>
<p>1) A política científica e tecnológica (a nossa)<br />
1.a)“Está ultrapassada. Principalmente a gestão científica”. “O mais importante nós temos: o talento humano. Mas ele é rapidamente sufocado por normas absurdas dentro das universidades.”<br />
1.b)”Aqui no Brasil há a cultura de que, subindo na carreira científica, o último passo de glória é virar um administrador do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) ou da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). É uma tragédia. Esses caras não tem formação para administrar nada. Nem a casa deles.”</p>
<p>2) Burocracia.“Achar que um cientista vai desviar dinheiro para fazer fortuna pessoal é absurdo. O processo de financiamento deve ser mais aberto, com mecanismos simples de auditoria. Além disso, deveria ser mais fácil importar insumos e, com o tempo, precisaríamos atrair empresas para produzi-los aqui.”</p>
<p>3) Ciência e Democracia no Brasil<br />
3.a)“É uma atividade extremamente elitizada. Não temos a penetração popular adequada nas universidades. Quantos doutores são índios ou negros? A ciência deve ir ao encontro da sociedade brasileira.”<br />
3.b)“Hoje, nós precisamos de cientista que joga futebol na praia de Boa Viagem. Precisamos do moleque que está na escola pública. As crianças precisam ter acesso à educação científica, à iniciação científica.”</p>
<p>4) Avaliação de mérito na academia<br />
4.a)“ Na academia brasileira, as recompensas dependem do que eu chamo de &#8220;índice gravitacional de publicação&#8221;: quanto mais pesado o currículo, melhor. Ou seja, o cientista precisa colecionar o maior número de publicações &#8211; sem importar tanto seu conteúdo. Não pode ser assim. O mérito tem de ser julgado pelo impacto nacional ou internacional de uma pesquisa.”<br />
4.b) “ Meu departamento na Universidade Duke nunca pediu meu índice de citação. Também nunca calculei. Quando sai do Brasil, achei que estava deixando um mundo de lordes da ciência. Fui perguntando nome por nome lá fora. Ninguém conhecia. Ninguém sabia quem era. Criamos uma bolha provinciana que deve ser estourada agora se o Brasil quer dar um salto quântico. ”</p>
<p>5) Como você se vê na academia<br />
5.a) “Sou um pária. Não tenho o menor receio de falar isso. Sou tolerado. Ninguém chega para mim de frente e fala qualquer coisa. Mas, nos bastidores, é inacreditável a sabotagem de que fomos vítimas aqui em Natal nos últimos oito anos. Mas sobrevivemos.”<br />
5.b)”Algumas pessoas ficaram ofendidas porque não fiz o beija-mão pedindo permissão para fazer ciência na periferia de Natal. Este ano, na avaliação dos Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs), tivemos um dos melhores pareceres técnicos da área de biomedicina. E o nosso orçamento foi misteriosamente cortado em 75%. Pedi R$ 7 milhões. Recebemos R$ 1,5 milhão.”<br />
5.c) “As pessoas têm medo de abrir a boca, porque você é engolido pelos pares. ”<br />
5.d) “ De qualquer forma, o pessoal precisa entender que voltar para o Brasil é assumir um tipo especial de compromisso. Não é ir para Harvard, Yale. Você deve estar disposto a dar seu quinhão para o País porque ele ainda está em construção. Nem tudo vai funcionar como a gente quer. Vejo muita gente egoísta voltando para o Brasil. Os jovens precisam olhar menos para o umbigo e mais para a sociedade.”</p>
<p>6) Sobre os pesquisadores jovens.“ Atualmente, eles têm uma dificuldade tremenda de conseguir dinheiro porque não são pesquisadores 1A do CNPq. Você precisa ser um cardeal da academia para conseguir dinheiro e sobressair. Com um físico da UFPE, cheguei à conclusão de que Albert Einstein não seria pesquisador 1A do CNPq, porque ele não preenche todos os pré-requisitos &#8211; número de orientandos de mestrado, de doutorado.”</p>
<p>7) Sobre o obscurantismo na nossa ciência<br />
7.a)“Para entender a que me refiro, basta participar de reuniões científicas e acompanhar a composição de uma mesa. Não há nada semelhante em lugar nenhum do mundo: perder três minutos anunciando autoridades e nomeando quem está na mesa. É coisa de cartório português da Idade Média. Cientista é um cidadão comum. Ele não tem de fazer toda essa firula para apresentar o que está fazendo. É um desperdício de energia, uma pompa completamente desnecessária.”<br />
7.b)”Muitas vezes, os pesquisadores jovens não podem abrir a boca diante dos cientistas mais velhos. Eu ouço isso em todo o Brasil.” “Qualquer um pode me interpelar a qualquer momento. Qualquer um pode reclamar de qualquer coisa. Qualquer um pode fazer qualquer pergunta. E ninguém me chama de professor Nicolelis. Meu nome lá é Miguel. Por quê? Porque o cientista é algo comum na sociedade.”</p>
<p>Tem mais, mas eu vou parar por aqui pois preciso me manter no emprego e com financiamento estatal por mais 5 anos.</p>
<p style="text-align:right;">Amilton Sinatora</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/engenhariadesuperficies.wordpress.com/678/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/engenhariadesuperficies.wordpress.com/678/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/engenhariadesuperficies.wordpress.com/678/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/engenhariadesuperficies.wordpress.com/678/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/engenhariadesuperficies.wordpress.com/678/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/engenhariadesuperficies.wordpress.com/678/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/engenhariadesuperficies.wordpress.com/678/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/engenhariadesuperficies.wordpress.com/678/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/engenhariadesuperficies.wordpress.com/678/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/engenhariadesuperficies.wordpress.com/678/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/engenhariadesuperficies.wordpress.com/678/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/engenhariadesuperficies.wordpress.com/678/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/engenhariadesuperficies.wordpress.com/678/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/engenhariadesuperficies.wordpress.com/678/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=engenhariadesuperficies.wordpress.com&amp;blog=8267389&amp;post=678&amp;subd=engenhariadesuperficies&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Fornadas de engenheiros fora do ponto</title>
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		<pubDate>Fri, 18 Feb 2011 11:34:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Amilton Sinatora</dc:creator>
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		<category><![CDATA[amilton sinatora]]></category>
		<category><![CDATA[cursos à distância]]></category>
		<category><![CDATA[engenharia]]></category>
		<category><![CDATA[instituto nacional de engenharia de superfícies]]></category>
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		<category><![CDATA[PROMINP]]></category>
		<category><![CDATA[qualidade do ensino]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_671" class="wp-caption alignright" style="width: 280px"><a href="http://engenhariadesuperficies.files.wordpress.com/2011/02/formac3a7c3a3o-engenheiros4.jpg"><img class="size-medium wp-image-671 " title="formação engenheiros" src="http://engenhariadesuperficies.files.wordpress.com/2011/02/formac3a7c3a3o-engenheiros4.jpg?w=270&#038;h=194" alt="" width="270" height="194" /></a><p class="wp-caption-text">BOA FORMAÇÃO de engenheiros: trabalho duro, tutoria, desafios, repetição.</p></div>
<p>Um editorial da Folha de São Paulo estima que os prejuízos com falhas de projetos em obras públicas é de 26.500.000.000,00 por ano. Sim, são 26,5 bilhões de reais perdidos por ano devido a erros de projeto. O editorial indica que devemos esperar pioras significativas, tanto pela enorme quantidade de obras necessárias para atingir as metas do PAC quanto pelo expressivo aumento da formação de engenheiros … à distância!</p>
<p>Sou forçado a endossar o pessimismo do editorial.</p>
<p>Nossas atividades em tribologia exigem cada vez mais que projetemos e construamos equipamentos para ensaios de desgaste e para estudo do atrito. As razões são duas. De um lado, o custo exorbitante dos equipamentos importados, exagerado pela falta de concorrência. De outro, a necessidade de conhecermos em detalhe a cadeia de medidas dos equipamentos, ou seja, não queremos caixas pretas nos equipamentos, pois isso atrapalha o entendimento dos fenômenos.</p>
<p>Cada projeto de um novo equipamento é um martírio. Nossos fornecedores de serviço, usinagem, montagem, instrumentação raramente nos entregam o que pedimos. As dificuldades são muito básicas, como a leitura incorreta de desenhos, a tomada de medidas em posições erradas, as medições erradas,  as usinagens inadequadas e as montagens que chegam a ser incompreensíveis.  Com isso, nossos prazos (e custos) se dilatam, e sempre há necessidade de retrabalho devido a erros.</p>
<p>Para enfrentar o problema, estabelecemos um procedimento de interação com nossos fornecedores de modo a contribuir para o aprendizado dos engenheiros e técnicos dessas empresas. Numa escala infinitamente maior, a Petrobras lançou o<a href="http://www.prominp.com.br/data/pages/8A954884253212CE01253228AF002026.htm" target="_blank"> PROMINP</a> (Programa de Mobilização da Industria Nacional de Petróleo e Gás Natural), por meio do qual luta contra a falta de engenheiros capacitados no país.</p>
<p>Certamente, formar engenheiros à distância não é a saída para melhorar a qualidade dos profissionais. A iniciativa atende a demanda premente de escolaridade, mas é incapaz de atender a demanda por educação de qualidade. A formação de profissionais que têm a obrigação de fazer certo requer tempo. Mais do que isso, requer tempo de trabalho duro. Requer repetição, enfrentamento de desafios, supervisão, tutoria, acompanhamento.</p>
<p>Essas demandas de supervisão, tutoria, acompanhamento expõem um outro lado da questão. Agora fica claro a estupidez da re-engenharia e da desmedida valorização da gestão (conhecimento fácil e barato, posto que disponível nas livrarias de rodoviárias e aeroportos) em detrimento do trabalhoso ensino da engenharia. Não existem engenheiros seniores (de verdade) em número suficiente para formar “on the job” os jovens. Fica, claro, tardia e infelizmente, o preço de décadas de ditadura seguidas de décadas de recessão coroadas pelo modismo da gestão.</p>
<p>E tome custos!</p>
<p style="text-align:right;">Amilton Sinatora</p>
<p><strong>Referências</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<ul>
<li>“Engenharia à distância”. Jornal Folha de São Paulo, 3 de fevereiro de 2011, Editoriais, página A2.</li>
</ul>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/engenhariadesuperficies.wordpress.com/662/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/engenhariadesuperficies.wordpress.com/662/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/engenhariadesuperficies.wordpress.com/662/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/engenhariadesuperficies.wordpress.com/662/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/engenhariadesuperficies.wordpress.com/662/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/engenhariadesuperficies.wordpress.com/662/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/engenhariadesuperficies.wordpress.com/662/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/engenhariadesuperficies.wordpress.com/662/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/engenhariadesuperficies.wordpress.com/662/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/engenhariadesuperficies.wordpress.com/662/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/engenhariadesuperficies.wordpress.com/662/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/engenhariadesuperficies.wordpress.com/662/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/engenhariadesuperficies.wordpress.com/662/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/engenhariadesuperficies.wordpress.com/662/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=engenhariadesuperficies.wordpress.com&amp;blog=8267389&amp;post=662&amp;subd=engenhariadesuperficies&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Hipótese sobre a fonte da burocracia anticiência</title>
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		<comments>http://engenhariadesuperficies.wordpress.com/2011/01/28/hipotese-sobre-a-fonte-da-burocracia-anticiencia/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 28 Jan 2011 13:34:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Amilton Sinatora</dc:creator>
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		<category><![CDATA[política C&T]]></category>
		<category><![CDATA[bertrand russell]]></category>
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		<category><![CDATA[instituto nacional de engenharia de superfícies]]></category>
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		<description><![CDATA[Richard Dawkins, na sua polêmica contra os deuses, nos explica que afirmações que não podem ser provadas não são tratáveis no âmbito da ciência. Ele usa o exemplo de um bule de chá girando em torno do sol, tomado de Bertrand Russell, a quem passo a palavra. “ If I were to suggest that between [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=engenhariadesuperficies.wordpress.com&amp;blog=8267389&amp;post=635&amp;subd=engenhariadesuperficies&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_658" class="wp-caption alignright" style="width: 211px"><a href="http://engenhariadesuperficies.files.wordpress.com/2011/01/burocracia.jpg"><img class="size-medium wp-image-658 " title="burocracia por Robson de Almeida" src="http://engenhariadesuperficies.files.wordpress.com/2011/01/burocracia.jpg?w=201&#038;h=300" alt="" width="201" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">...&quot;sobrecarga gerada sobre o pesquisador por questões administrativas&quot;.</p></div>
<p style="text-align:left;"><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Richard_Dawkins" target="_blank">Richard Dawkins</a>, na sua polêmica contra os deuses, nos explica que afirmações que não podem ser provadas não são tratáveis no âmbito da ciência. Ele usa o exemplo de um bule de chá girando em torno do sol, tomado de Bertrand Russell, a quem passo a palavra.</p>
<p style="text-align:left;">“ If I were to suggest that between the Earth and Mars there is a china teapot revolving about the sun in an elliptical orbit, nobody would be able to disprove my assertion provided I were careful to add that the teapot is too small to be revealed even by our most powerful telescopes. But if I were to go on to say that, since my assertion cannot be disproved, it is an intolerable presumption on the part of human reason to doubt it, I should rightly be thought to be talking nonsense. If, however, the existence of such a teapot were affirmed in ancient books, taught as the sacred truth every Sunday, and instilled into the minds of children at school, hesitation to believe in its existence would become a mark of eccentricity and entitle the doubter to the attentions of the psychiatrist in an enlightened age or of the Inquisitor in an earlier time.”</p>
<p style="text-align:left;">Eu chamo este bule de chá de deus de Dawkins. De minha parte, postulo que existe na mesma órbita do bule de chá de Dawkins, a 180 graus do mesmo, um inferno invisível aos nossos telescópios no qual demônios incansáveis elaboram infindáveis e intrincados formulários. O  preenchimento dos mesmos objetiva afastar pesquisadores dos laboratórios, condicionando-nos com o passar do tempo a concluir  que o melhor no auge da maturidade científica é ser chefe de alguma coisa. Lá também se elaboram regimentos, regras e procedimentos que, sob pena de execração pública, devem ser minuciosamente estudados, seguidos e aplicados como forma de garantir que não produzamos nada de útil ou expressivo e que os dias de trabalho cheguem ao fim com uma sensação cinzenta.</p>
<p style="text-align:left;">Execrado pelos que crêem e ignorado pelos que não crêem, uma vez que a afirmação não pode ser “desprovada”, este texto parece, portanto, a fundação de uma nova religião (provavelmente pouco lucrativa) ou um desabafo solitário. Mas nem tanto!</p>
<p style="text-align:left;">No jornal <a href="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20110123/not_imp669939,0.php" target="_blank">O Estado de São Paulo de 23 de janeiro de 2011</a>, o jornalista Alexandre Gonçalves divulga a saga do pesquisador brasileiro Stevens Rehen, que viu seu material de pesquisa apodrecer na alfândega. Anvisa e a Receita, numa atitude progressista, se reuniram com o cientista e concluiram que o incorreto preenchimento dos formulários era a principal causa da morosidade e dos atrasos. Sobre a provável origem dos formulários, Glaucius Oliva, presidente do CNPq, considera que “um dos grandes entraves à ciência no país é a sobrecarga gerada sobre o pesquisador por questões administrativas&#8221;, sem contudo exorcizar a hipótese demono-astronômica levantada nesse texto.</p>
<p style="text-align:right;">Amilton Sinatora</p>
<p style="text-align:left;"><strong>Referências</strong></p>
<p style="text-align:left;">http://en.wikipedia.org/wiki/Russell&#8217;s_teapot</p>
<p style="text-align:left;">O Estado de São Paulo, 23 de janeiro de 2011, pp 20 e 22. Alexandre Gonçalves “Prioridade é criar um novo marco legal”;  “Burocarcia ainda é um dos principais entraves à pesquisa científica no País” .</p>
<p style="text-align:left;">&nbsp;</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/engenhariadesuperficies.wordpress.com/635/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/engenhariadesuperficies.wordpress.com/635/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/engenhariadesuperficies.wordpress.com/635/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/engenhariadesuperficies.wordpress.com/635/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/engenhariadesuperficies.wordpress.com/635/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/engenhariadesuperficies.wordpress.com/635/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/engenhariadesuperficies.wordpress.com/635/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/engenhariadesuperficies.wordpress.com/635/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/engenhariadesuperficies.wordpress.com/635/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/engenhariadesuperficies.wordpress.com/635/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/engenhariadesuperficies.wordpress.com/635/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/engenhariadesuperficies.wordpress.com/635/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/engenhariadesuperficies.wordpress.com/635/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/engenhariadesuperficies.wordpress.com/635/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=engenhariadesuperficies.wordpress.com&amp;blog=8267389&amp;post=635&amp;subd=engenhariadesuperficies&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Amilton Sinatora</media:title>
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			<media:title type="html">burocracia por Robson de Almeida</media:title>
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		<title>Jubileu de prata da nitretação iônica no Brasil &#8211; parte 2</title>
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		<pubDate>Fri, 28 Jan 2011 13:30:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Clodomiro Alves Jr</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_649" class="wp-caption alignright" style="width: 220px"><a href="http://engenhariadesuperficies.files.wordpress.com/2011/01/nitr_primeiro_artigo.jpg"><img class="size-medium wp-image-649 " title="nitr_primeiro_artigo" src="http://engenhariadesuperficies.files.wordpress.com/2011/01/nitr_primeiro_artigo.jpg?w=210&#038;h=162" alt="primeiro artigo sobre nitretação" width="210" height="162" /></a><p class="wp-caption-text">Primeiro artigo publicado em revista nacional (Metalurgia, da ABM) sobre nitretação iônica, em 1991: repercussão na indústria.</p></div>
<div id="attachment_650" class="wp-caption alignright" style="width: 220px"><a href="http://engenhariadesuperficies.files.wordpress.com/2011/01/nitr_primeiro_equipamento.jpeg"><img class="size-medium wp-image-650 " title="nitr_primeiro_equipamento" src="http://engenhariadesuperficies.files.wordpress.com/2011/01/nitr_primeiro_equipamento.jpeg?w=210&#038;h=142" alt="primeiro equipamento nitretação" width="210" height="142" /></a><p class="wp-caption-text"> Primeiro equipamento de nitretação iônica construído na UFRN em 1985.</p></div>
<p>Gostaria de resgatar mais alguns dados históricos da nitretação iônica que tiveram importância na disseminação da técnica no Brasil, bem como seu desdobramento para o uso do plasma em outras aplicações industriais.</p>
<p>Em 1989 aconteceu o  I Seminário Brasileiro de Materiais Resistentes ao Desgaste, promovido pela ABM com apoio da Escola Politécnica – USP. Esse foi o primeiro palco de discussão da técnica para um público constituído por estudantes, pesquisadores e profissionais da indústria nacional. Lembro-me que nesse fórum apresentei um trabalho intitulado: “Desenvolvimento de um sistema para nitretação iônica”, no qual apresentei resultados ainda preliminares em aços inoxidáveis e aço carbono. Esse trabalho abriu discussões e motivou uma aproximação com profissionais de indústrias nacionais como a Ermeto S.A., Cofap e Brasimet.</p>
<p>A primeira possuía um problema bem definido, que consistia na nitretação de anilhas de aço inox, usada para engate rápido, recentemente desenvolvida pela empresa. Essas anilhas necessitavam “cravar” uniformemente, quando apertadas contra as paredes de um tubo de inox, para vedar saídas de fluídos. Quando as mesmas eram nitretadas por banho de sais, apresentavam camadas irregulares, inviabilizando a vedação. Com a nitretação iônica foi possível solucionar esse problema. Isso motivou a construção, pela empresa, de um protótipo com capacidade para nitretar 1500 peças/batelada.  O reator foi desenhado, construído e montado em Jundiaí. A fonte, de 40 kW, também foi desenvolvida na própria empresa. Participei como consultor na montagem e testes preliminares. Os testes foram positivos, necessitando de pequenos ajustes no sistema de refrigeração, quando necessitava usar mais de 40% da capacidade de potência. Infelizmente, por questões econômicas, o projeto foi abortado e a consolidação do primeiro equipamento industrial genuinamente nacional não ocorreu.</p>
<p>As empresas Cofap, representada na época pelo eng. Jan Vatavuk, e a Brasimet, representada pelo eng. João Vendramin, tiveram também uma participação importante na disseminação da técnica no Brasil. Foram eles que “costuraram” a vinda, em 1994, do primeiro equipamento industrial de nitretação, o qual foi adquirido pela Brasimet. Também nesse período foi adquirido outro equipamento semi-industrial pela Universidade de Mogi das Cruzes (UMC), tendo o Prof. Carlos Pinedo e esses engenheiros como principais articuladores de um evento que reuniu mais de 70 engenheiros de empresas para divulgar o serviço disponível naquela instituição.</p>
<p>Nesse período (90-94) aconteceram muitos fatos importantes também na academia. O DEMa-UFSCar construiu um equipamento de plasma pulsado, que era parte do tema do meu doutorado. Mais dois equipamentos semelhantes foram em seguida construídos para a EESC-USP e DF-UFSCar. Por outro lado, a UFSC produzia grande número de teses e dissertações, algumas delas desenvolvidas em empresas como Embraco e Lupatech, que resultaram em parcerias com a indústria e disseminaram novos grupos de pesquisa. A UFRGS produzia trabalhos com base na implantação iônica de nitrogênio em aços, o que culminaria na área de nitretação iônica. Também outras instituições que possuíam facilidades para o desenvolvimento de pesquisas em plasma, como fontes de alta tensão, sistemas de vácuo, espectrômetros de emissão, entre outras, passaram a desenvolver pesquisas na área. Esses são os casos do ITA-INPE (São José dos Campos), Unicamp e USP-SP.</p>
<p>Atualmente a técnica está completamente disseminada no país, com 4 grupos na região nordeste, 1 na região centro-oeste, 15 na região sudeste e 10 na região sul, que formam os pilares para aplicação da tecnologia de plasma em diferentes aplicações.</p>
<p style="text-align:right;">Clodomiro Alves Junior<br />
Professor titular &#8211; UFRN</p>
<p style="text-align:left;">Veja a <a href="http://engenhariadesuperficies.wordpress.com/2010/09/10/jubileu-de-prata-da-nitretacao-ionica-no-brasil/">parte 1 de &#8220;Jubileu de prata da nitretação iônica no Brasil&#8221;</a></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/engenhariadesuperficies.wordpress.com/631/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/engenhariadesuperficies.wordpress.com/631/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/engenhariadesuperficies.wordpress.com/631/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/engenhariadesuperficies.wordpress.com/631/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/engenhariadesuperficies.wordpress.com/631/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/engenhariadesuperficies.wordpress.com/631/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/engenhariadesuperficies.wordpress.com/631/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/engenhariadesuperficies.wordpress.com/631/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/engenhariadesuperficies.wordpress.com/631/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/engenhariadesuperficies.wordpress.com/631/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/engenhariadesuperficies.wordpress.com/631/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/engenhariadesuperficies.wordpress.com/631/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/engenhariadesuperficies.wordpress.com/631/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/engenhariadesuperficies.wordpress.com/631/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=engenhariadesuperficies.wordpress.com&amp;blog=8267389&amp;post=631&amp;subd=engenhariadesuperficies&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Mercadante ministro da ciência e tecnologia</title>
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		<pubDate>Wed, 26 Jan 2011 12:52:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Amilton Sinatora</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Ministério da Ciência e Tecnologia é o mais estratégico dos ministérios. Enquanto ministério da tecnologia, ele tem que gerir, estimular, fomentar, organizar a aplicação da ciência transformando conhecimento em produto interno bruto. Enquanto ministério da ciência, ele tem a função de lançar no presente as bases para que, no futuro, se possa transformar conhecimento [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=engenhariadesuperficies.wordpress.com&amp;blog=8267389&amp;post=622&amp;subd=engenhariadesuperficies&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_623" class="wp-caption alignright" style="width: 132px"><a href="http://engenhariadesuperficies.files.wordpress.com/2011/01/capa_livro_azul.png"><img class="size-thumbnail wp-image-623 " title="capa_livro_azul" src="http://engenhariadesuperficies.files.wordpress.com/2011/01/capa_livro_azul.png?w=122&#038;h=150" alt="" width="122" height="150" /></a><p class="wp-caption-text">Segundo o Ministro,o Livro Azul terá papel central na sua administração.</p></div>
<p>O Ministério da Ciência e Tecnologia é o mais estratégico dos ministérios. Enquanto ministério da tecnologia, ele tem que gerir, estimular, fomentar, organizar a aplicação da ciência transformando conhecimento em produto interno bruto. Enquanto ministério da ciência, ele tem a função de lançar no presente as bases para que, no futuro, se possa transformar conhecimento em PIB.</p>
<p>A tarefa do “ministério da tecnologia” é  para já! Deve servir à estratégia vigente (qualquer que ela seja) e por isso é acompanhada do risco do imediatismo, das cobranças dos grupos de pressão e, por fim, sujeita à tentação da dispersão democratista dos recursos.</p>
<p>A tarefa do “ministério da ciência” é de apostar hoje em vetores de pesquisa para que no futuro alguns desses vetores representem conhecimento transformável em PIB, ou seja, para que no futuro tenhamos ciência para aplicar. Por isso, esta tarefa é sujeita às criticas daqueles que precisam antever um resultado para investir, é sujeita às cobranças dos que não entendem os ritmos e caminhos da construção da ciência, e é sujeita à tentação de seguir os modismos copiados do primeiro mundo quanto à construção do futuro.</p>
<p>O discurso de posse do Ministro Mercadante, como todo discurso de posse, apresenta as intenções ainda desinformadas da vivência no cargo e serve como uma importante declaração de intenções, que será evidentemente temperada pelo relacionamento com as pedras do caminho e com o conhecimento adquirido no percurso.</p>
<p>Um bom gestor deve saber fazer a escolha da sua prioridade. Minha leitura do discurso mostra que teremos um ministro predominantemente da tecnologia, que elegeu a aplicação do conhecimento existente como foco de sua gestão. Um parágrafo elucida este ponto. “De qualquer forma, o descolamento entre ciência e produção tem de ser superado. Pasteur afirmou que não há ciências aplicadas e sim aplicações da Ciência. Todo conhecimento científico pode e deve contribuir para aumentar a nossa competitividade e melhorar a qualidade de vida de todos os brasileiros”. *</p>
<p>Nessa toada e em parte anterior de seu discurso, o Ministro define sua visão econômica citando os seguidores de Schumpeter,  advogando a concepção “&#8230;que concebe a inovação como uma visão sistêmica, que articula organicamente todos os agentes envolvidos no processo”. O Ministro prossegue: “Coerentemente com tal modelo, precisamos articular de forma mais consistente, o saber gerado nas universidades e nos institutos de pesquisa com as necessidades tecnológicas do processo de produção industrial”. *</p>
<p>Para todos os que atuam em engenharia e em especial para nós do Instituto Nacional de Engenharia de Superfícies, estas afirmativas são muito animadoras uma vez que pretendem reforçar e aprofundar ações com as quais estamos alinhados desde há pelo menos 25 anos.<br />
Um exemplo é o projeto Desafios Tribológicos em Motores Flex Fuel, que surgiu a partir de uma solicitação de parceiros da indústria automotiva (GM, VW, FPT, PSA, PEUGEOT) bem como de fornecedores da cadeia produtiva (MAHLE, PETROBRAS, FUNDIÇÃO BALANCINS). Este projeto, que congrega docentes da USP, UNICAMP e UFABC, tem caráter pré-competitivo e um forte componente de formação de pessoal e de criação de conhecimento sobre a tribologia dos motores de combustão interna, de forma a apoiar o desenvolvimento sustentado de tecnologias para motores que utilizem biocombustíveis, tanto em suas empresas como nos centros de pesquisa acadêmicos.</p>
<p>Quanto ao papel e a visão do Ministro da Ciência, teremos que aguardar novos pronunciamentos ou mergulhar mais profundamente nos termos do discurso de posse e de suas referências, como o “<a href="http://www.cgee.org.br/publicacoes/livroazul.php" target="_blank">Livro Azul</a>” que, segundo o Ministro, “ terá, sem dúvida papel central na orientação de minha administração”. *</p>
<p>*Discurso de posse Ministério da Ciência e Tecnologia: <a href="http://www.mercadante.com.br/noticias/ultimas/pronunciamento-posse-no-ministerio-da-ciencia-e-tecnologia">http://www.mercadante.com.br/noticias/ultimas/pronunciamento-posse-no-ministerio-da-ciencia-e-tecnologia</a></p>
<p style="text-align:right;">Amilton Sinatora</p>
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		<title>Muqueca tribológica</title>
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		<pubDate>Thu, 20 Jan 2011 11:25:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Amilton Sinatora</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ingredientes 5 defesas de mestrado em dois dias ( Vitória 21 – 22 de dezembro 2010) Profa. Cristina Godoy para uma bela palestra sobre dureza 6 examinadores externo de Uberlândia, São Paulo e Paraná 3 examinadores internos 2 orientadores dispostos a quase tudo Modo de preparar Reúna muito espírito crítico, vontade de evoluir, honestidade científica, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=engenhariadesuperficies.wordpress.com&amp;blog=8267389&amp;post=608&amp;subd=engenhariadesuperficies&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Ingredientes</strong></p>
<ul>
<li>5 defesas de mestrado em dois dias ( Vitória 21 – 22 de dezembro 2010)</li>
<li>Profa. Cristina Godoy para uma bela palestra sobre dureza</li>
<li>6 examinadores externo de Uberlândia, São Paulo e Paraná</li>
<li>3 examinadores internos</li>
<li>2 orientadores dispostos a quase tudo</li>
</ul>
<p><strong>Modo de preparar</strong></p>
<p><strong> </strong>Reúna muito espírito crítico, vontade de evoluir, honestidade científica, ao menos dois anos de trabalho forte. Motive e acalme os alunos. Junte todos numa sala por dois dias. Anote e discuta atentamente todas as criticas, perguntas e sugestões. Faça uma visita guiada pelo bem organizado e muito bem equipado laboratório de tribologia da UFES.</p>
<p><strong>Resultados</strong></p>
<p>Dois dias de ininterruptas discussões sobre tribologia.</p>
<p>Reforço e potencialização da colaboração e confiança entre colegas.</p>
<p>Alta motivação dos mestrandos.</p>
<p>E uma moqueca à beira mar!</p>
<p>Aos “chefs” Cherlio Scandian e Marcelo Camargo Severo de Macedo, os agradecimentos e parabéns!</p>
<p><strong>Continuidade</strong></p>
<p>Estão programadas: pizza tribológica em São Paulo e tutu tribológico em Belo Horizonte.<br />
<a href="http://engenhariadesuperficies.files.wordpress.com/2011/01/muqueca-tribolc3b3gica.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-609" title="muqueca tribologica" src="http://engenhariadesuperficies.files.wordpress.com/2011/01/muqueca-tribolc3b3gica.jpg?w=300&#038;h=200" alt="" width="300" height="200" /></a><br />
Na foto, da esquerda para a direita:</p>
<ol>
<li>Carlos Henrique Silva (UTFPR)</li>
<li>Marcelo Camargo Severo de Macêdo (UFES)</li>
<li>Washington Martins (UFES)</li>
<li>Cherlio Skandian (UFES)</li>
<li>Roberto Martins de Souza (USP)</li>
<li>Amilton Sinatora (USP)</li>
<li>André Tschiptschin (USP)</li>
<li>Antônio Cesar Bozzi(UFES)</li>
<li>Cristina Godoy (UFMG)</li>
<li> Daniel B. De Mello (UFU)</li>
<li>Sinésio Franco (UFU)  (não aparece na foto)</li>
</ol>
<p style="text-align:right;">Amilton Sinatora</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/engenhariadesuperficies.wordpress.com/608/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/engenhariadesuperficies.wordpress.com/608/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/engenhariadesuperficies.wordpress.com/608/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/engenhariadesuperficies.wordpress.com/608/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/engenhariadesuperficies.wordpress.com/608/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/engenhariadesuperficies.wordpress.com/608/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/engenhariadesuperficies.wordpress.com/608/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/engenhariadesuperficies.wordpress.com/608/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/engenhariadesuperficies.wordpress.com/608/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/engenhariadesuperficies.wordpress.com/608/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/engenhariadesuperficies.wordpress.com/608/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/engenhariadesuperficies.wordpress.com/608/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/engenhariadesuperficies.wordpress.com/608/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/engenhariadesuperficies.wordpress.com/608/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=engenhariadesuperficies.wordpress.com&amp;blog=8267389&amp;post=608&amp;subd=engenhariadesuperficies&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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