Oportunidades: apoio do CNPq à tecnologia e inovação

23/07/2010
Microscópio eletrônico de varredura

Empresas e pesquisadores podem aproveitar as oportunidades de financiamento de recursos humanos para inovação oferecidas pelo CNPq.

O CNPq anunciou em julho duas oportunidades para empresas e pesquisadores que fazem ou querem fazer desenvolvimento tecnológico e inovação.

Uma delas é a terceira rodada de 2010 das bolsas RHAE Pesquisador na Empresa, que já foram objeto de post neste blog. Essas bolsas financiam o pagamento de doutores e mestres para trabalhar em atividades de pesquisa tecnológica e inovação em empresas de micro, pequeno e médio porte (receita bruta anual igual ou inferior a R$ 60 milhões) e sede e administração no Brasil. Os valores das bolsas variam, de acordo com o título e experiência do pesquisador e a região do país, entre R$2.200 e R$4.500.
Para concorrer às bolsas, as empresas devem enviar propostas de projetos de desenvolvimento tecnológico de produtos ou processos que visem ao aumento da sua competitividade, a ser realizados em até 30 meses. A data limite para submissão de propostas é o dia 27 de agosto. Mais informações no edital.
A proposta deve mencionar a quantidade e o perfil dos pesquisadores necessários para a realização do projeto. Se aprovada a proposta, a empresa deverá fazer as indicações dos bolsistas. Cada projeto poderá receber um máximo de R$300 mil em bolsas. A empresa deverá aportar uma contrapartida mínima de 20% do valor do projeto, em recursos financeiros ou não financeiros, tais como salários, passagens, seguros, equipamentos e material bibliográfico.
Parcerias com universidades, outras empresas e demais organizações que agreguem recursos (financeiros ou não) para a execução do projeto são esperadas e levadas em conta na avaliação da proposta.
Do ponto de vista da empresa, as bolsas RHAE ajudam a diminuir os custos do desenvolvimento (os recursos de custeio e capital deverão ser desembolsados pela companhia e podem ser lançados como contrapartida segundo indicado no edital). Do ponto de vista do pesquisador, é uma porta de entrada ao mundo empresarial e uma excelente oportunidade de levar ao mercado anos de trabalho laboratorial. É importante destacar que não só existe a possibilidade de a empresa ter a iniciativa de inovar e procurar o candidato, mas também a de o pesquisador levar um projeto até a empresa e convencê-la da sua viabilidade e importância.
No regulamento consta a lista de setores industriais que devem ser contemplados nos projetos (automotivo, têxtil, biodiesel, aeronáutico, petróleo, mineração, etc.) – muitos deles relacionados à engenharia de superfícies.
A segunda oportunidade anunciada pelo CNPq se refere às bolsas de produtividade em desenvolvimento tecnológico e extensão inovadora (bolsas DT), cuja finalidade é distinguir o pesquisador doutor (titulado há pelo menos três anos) que possua uma produção destacada em desenvolvimento tecnológico e inovação. Os valores mensais variam de R$1.100 a R$1.500, com adicionais de bancada de R$1.000 a R$1.300. Os pesquisadores interessados em se inscrever podem fazê-lo por meio da Plataforma Carlos Chagas do CNPq até o dia 18 de agosto.

Tribologia brasileira no cenário mundial – 2

05/08/2009

No  64o Congresso Anual da ABM realizado em Belo Horizonte de 12 a 17 de julho passado, além da constituição de uma  divisão técnica de tribologia na Associação Brasileira de Metalurgia e Materiais (ABM) e da realizar um grande congresso internacional de tribologia em dezembro de 2010 foram divulgadas duas outras notícias significativas.

A primeira, foi a participação do Prof. José Daniel Biasoli de Mello no comitê organizador da 18a Conferência Internacional Wear of Materials. Este evento, realizado a cada dois anos, desde 1975, é o maior e mais expressivo congresso internacional de desgaste. Integrar o comitê organizador é um reconhecimento ao pesquisador, responsável pelo desenvolvimento da abordagem estruturada da tribologia no Brasil. Ao mesmo tempo esta nomeação expressa a crescente participação brasileira neste evento.

A segunda, foi a da outorga do Ken Ludema Award, pelo segundo lugar entre os trabalhos científicos, à contribuição “The influence of the hardness of the harder body on the wear regime transition in a sliding pair of steels” de autoria do engenheiro e estudante do programa de pós-graduação em engenharia mecânica Cristian Viafra Arango e deste que escreve.

Passo a passo vamos criando um caminho bem pavimentado cientificamente que nos leve a ganhos sociais, ambientais e econômicos significativos.

foto post 5 sinatora

foto do encontro da ABM em Belo Horizonte

Amilton Sinatora


Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Join 30 other followers