Aniversário do nosso blog!

23/06/2010

O Blog da engenharia de superfícies completa nesta semana um ano de existência com mais de 7.200 acessos a seus 52 posts e 32 comentários. A ocasião me leva, na minha condição de editora, a compartilhar com os leitores uma breve e não conclusiva  recapitulação.

Semanalmente, informação para a comunidade brasileira de engenharia de superfícies.

Existe uma quantidade ainda desconhecida de pessoas de diversos pontos do país que trabalham com engenharia de superfícies atuando na pesquisa, na indústria, no ensino, na política, na mídia. Elas formam o que chamo de “comunidade brasileira de engenharia de superfícies”, ao mesmo tempo incipiente e promissora pela quantidade de pessoas que agrega e pelo grau de troca de informação no grupo.

O Instituto Nacional de Engenharia de Superfícies tem reunido essas pessoas em torno de uma série de propostas de comunicação, com resultados de impacto que contribuem a cumprir o objetivo de aumentar e melhorar a geração e aplicação do conhecimento em engenharia de superfícies no Brasil.

A primeira dessas propostas de comunicação realizada foi a criação deste blog, escolhido por ser um canal gratuito que oferece uma série de tecnologias consolidadas para publicar e comentar informação rapidamente (em tempo real, se o autor quiser) e para encontrá-la a qualquer momento desde qualquer lugar do mundo.

Neste primeiro ano de existência, os autores do blog, pesquisadores do Instituto Nacional de Engenharia de Superfícies, tem produzido um mínimo de um texto semanal. Por meio dos posts dos autores, os leitores que acompanham o blog e os visitantes ocasionais têm conhecido um pouco mais o mundo da engenharia de superfícies, mais precisamente no que diz respeito a técnicas e equipamentos; laboratórios, pesquisadores e empresas; artigos e livros; linhas de pesquisa e aplicações. Os autores abordaram esses temas do ponto de vista da história, dos fatos atuais, das oportunidades,  do ensino, da política, das culturas das diversas organizações (laboratórios, empresas). Dessa maneira, eles  nos mostraram que a engenharia de superfícies é relevante em campos tão diversos como a saúde humana, meio ambiente e economia.

Para finalizar esta retrospectiva, algumas manifestações pouco originais, mas sinceras:
  • Agradecimento aos autores (professores Amilton, Carlos, Gabriel e Israel) pelo conteúdo.
  • Agradecimento aos leitores pelos comentários e pela leitura.
  • Convite a todos os que trabalham com engenharia de superfícies a construir conosco a comunidade. Para começar, e aproveitando a data comemorativa, podem apontar erros e acertos deste blog e sugestões para o futuro.
Verónica Savignano

Tanques de guerra e a tribologia

01/09/2009

A se acreditar nos romances de Tom Clancy, um tanque de guerra dura em combate cerca de duas horas. Sobre este lapso não há muito que a tribologia pode fazer. Esta curta vida em combate esconde, felizmente, longas existências dedicadas a treinamento e vigilância. É sobre aspectos da vida dos blindados fora dos campos de batalha que tratamos neste artigo.

O exército brasileiro comprou da Alemanha 250 blindados Leopard 1 A5. Os primeiros chegarão ao Brasil em Santa Marina no Rio Grande do Sul, em novembro de 2009, juntando-se aos atuais 120 Leopard 1A1 em serviço, como informou a revista Carta Capital de 5 de agosto.

Estes tanques são uma grande oportunidade para a aplicação de conhecimentos de tribologia uma vez que, por razões evidentes, seus motores foram desenvolvidos para propiciar o máximo desempenho requerendo, por isto um aprimorado e sistemático programa de manutenções. Saber prever e ampliar o período entre manutenções é um desafio atraente para os tribologistas.

Os motores dos tanques são da empresa MTU-Engines and System Engineerig, tradicional fabricantes de motores de grande porte. Para os tribologistas, os motores dos Leopard apresentam outro atrativo, o de operar  com tecnologia multi combustível, a mesma que, em princípio, é usada nos veículos flex fuel de uso civil. Este funcionamento com diferentes combustíveis leva a mudanças na pressão máxima de combustão com variações nas solicitações dos componentes do motor.

O aprendizado com estes motores poderia, em tese propiciar a pesquisadores civis as competências necessárias para otimizar motores semelhantes como os de locomotivas e pequenas embarcações. Trata-se de uma oportunidade a, no mínimo, ser considerada.

Amilton Sinatora


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